O desfecho do remake de Dona Beja chega cercado de mudanças que prometem mexer com o público. Diferente da versão exibida em 1986, protagonizada por Maitê Proença, a nova adaptação altera um dos momentos mais marcantes da trama: em vez do açoite, a personagem vivida por Grazi Massafera será vítima de uma violência ainda mais brutal, ordenada por Antônio, interpretado por David Junior. A alteração não apenas muda o rumo da história, mas também intensifica o tom dramático que conduz os capítulos finais.
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A partir desse ponto, a narrativa se encaminha para um terreno mais denso e imprevisível. Após o episódio traumático, Beja decide reagir, e sua resposta vem em forma de vingança. Assim como na versão original, ela será responsável por provocar a morte de Antônio, seu antigo noivo, selando um destino que mistura justiça pessoal e consequências irreversíveis.
Os capítulos finais, que chegam ao catálogo da HBO Max na segunda-feira (23), não se limitam a repetir a história já conhecida. Ainda que mantenha elementos clássicos, o remake introduz uma abordagem mais contemporânea, propondo reflexões sobre machismo e feminismo. Mesmo consumida pelo desejo de revanche, a protagonista também enfrentará o peso de suas escolhas, carregando o arrependimento como parte de seu desfecho.
Por trás da ficção, a trama mantém raízes na história real de Ana Jacinta de São José, mulher que inspirou a personagem. Forçada a viver como amante de um poderoso ouvidor, enfrentou rejeição ao retornar à cidade e, desafiando convenções sociais, construiu seu próprio caminho ao fundar a Chácara do Jatobá, um gesto que, até hoje, ajuda a sustentar o mistério e a força por trás da figura de Dona Beja.
