Homero Salles, diretor que comandou por anos os programas de Gugu Liberato, criticou duramente a nova versão do Viva a Noite, relançada pelo SBT. A atração voltou oficialmente à grade no último sábado (28), agora apresentada por Luis Ricardo, mas a estreia não agradou nem um pouco o criador do formato original.
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Em publicação no LinkedIn neste domingo (29), Salles afirmou que a nova produção não conseguiu capturar a essência do programa clássico, exibido entre as décadas 1980 e 1990. “Só acertaram no nome e erraram no resto”, escreveu o diretor. Segundo o diretor, ele assistiu à estreia com expectativa e nostalgia, pois foi responsável, ao lado de Gugu, por desenvolver o formato em 1982.
O principal problema, na avaliação do diretor, é o fato de o programa ser gravado. Para ele, o Viva a Noite sempre funcionou melhor ao vivo, graças ao improviso e à interação direta com a plateia. Salles também criticou a edição, o cenário amplo demais e a falta de diálogo entre apresentador, convidados e público, fatores que, segundo ele, prejudicaram o ritmo da atração.
Apesar das críticas, o diretor fez uma ressalva positiva a Luis Ricardo, destacando que o apresentador é talentoso e esperou décadas para comandar um programa próprio na emissora. Ainda assim, afirmou que o erro está no conceito da nova versão, que tentou copiar quadros antigos sem compreender o espírito original do formato. Para ele, a solução seria apostar em um programa ao vivo, com mais improviso, plateia ativa e menos dependência de roteiro.
