Em meio à estreia da novelinha vertical Loquinha, lançada em 6 de abril, um tema vem despertando atenção além da própria trama: o alcance e o significado da história inspirada em Três Graças. Durante conversa com a imprensa no Rio de Janeiro, as atrizes Alanis Guillen e Gabriela Medvedovsky deixaram no ar que o projeto pode representar mais do que apenas um novo formato narrativo, há algo maior em jogo.
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Na história, as personagens Juquinha e Lorena formam um casal e rapidamente conquistaram o público, repetindo a conexão já observada na novela das nove. Segundo as atrizes, a identificação imediata dos fãs com a policial e a idealista revela uma demanda antiga, que agora começa a ganhar espaço de forma mais evidente, ainda que nem tudo tenha sido plenamente explorado.
Alanis destacou que a construção da relação entre as duas personagens ultrapassa o entretenimento e pode marcar um ponto de virada. Para ela, trata-se de um momento que divide épocas dentro da dramaturgia brasileira, com reflexos que podem ir além da televisão. A atriz também sugeriu que a forte repercussão está ligada a um público que há tempos aguardava narrativas mais próximas de suas realidades.
“É um marco histórico a gente estar podendo desenvolver uma relação entre duas mulheres, da maneira que a gente está desenvolvendo. Acho que é um antes e um depois disso, para a dramaturgia brasileira, para a história desse país e além. O fervor e o público, o alcance, foram tão grandes porque era um público realmente sedento por histórias reais que contemplem essas existências, mesmo”, disse Alanis.
Já Gabriela reforçou um aspecto que, segundo ela, faz diferença silenciosa: a forma como essas histórias são apresentadas. Sem transformar a narrativa em um discurso explícito, os roteiros optam por retratar essas vivências com naturalidade. Para a atriz, é justamente esse tratamento que torna tudo mais potente, e talvez explique por que Loquinha vem despertando tanta curiosidade sobre o que ainda pode revelar.
“São [existências] que mostram elas de maneira leve, naturalizada, como é, para que a história não esteja ali só como uma bandeira a ser levantada, mas sim como uma realidade que existe na nossa sociedade. É muito bonito, estou muito feliz de fazer parte disso”, complementou Gabriela.
Colaborou Laís Seguin
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