Nesta segunda-feira (13), a TV Globo divulgou que Além do Tempo (2015-16), de Elizabeth Jhin, será a próxima novela da faixa Edição Especial, em substituição a Terra Nostra (1999-2000), de Benedito Ruy Barbosa. A estreia está marcada para o dia 27.
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Cartaz da faixa das 18h quando exibida originalmente, Além do Tempo marcou positivamente o público e sua história dividida em duas fases separadas por 150 anos deixou saudade. Lívia (Alinne Moraes), Felipe (Rafael Cardoso) e Melissa (Paolla Oliveira) formam o triângulo amoroso central, diretamente ligado aos conflitos de Vitória (Irene Ravache) e Emília (Ana Beatriz Nogueira).
Em tempos de Canal VIVA – ou Globoplay Novelas, como queira – reprisando cerca de 10 novelas, várias delas já reprisadas pela TV Globo até mais de uma vez, e com a própria emissora aberta recorrendo menos a repetecos “inéditos”, a volta de Além do Tempo traz certo frescor à programação, em que pese o fato de que o canal pago exibiu a novela no segundo semestre de 2025.
No entanto, na TV Globo a história ainda não foi reprisada, tampouco a faixa Edição Especial apresentou em seus pouco mais de quatro anos no ar alguma produção que a emissora não tivesse ainda reapresentado.
Apenas para lembrar, desde dezembro de 2021, O Cravo e a Rosa (2000-01), Chocolate Com Pimenta (2003-04), Mulheres de Areia (1993), Cheias de Charme (2012), Cabocla (2004) e História de Amor (1995-96) foram ao ar no horário, antes da atual atração, Terra Nostra. Todas já haviam sido reprisadas ao menos uma vez pela TV Globo, desconsiderado o VIVA.
A escolha de Além do Tempo pode ser saudada como uma oportunidade que a emissora dá para a criação de “novos clássicos”, por assim dizer, novelas que com reprises e reencontros no decorrer do tempo fortalecem sua posição de ícones de qualidade e simbolismo da boa teledramaturgia, presentes no coração dos fãs do gênero.
Sem que esse movimento ocorra, cada vez mais a TV Globo – e todas as emissoras, por extensão – ficam reféns de uma determinada seleção de títulos tidos como clássicos e “infalíveis”, mas que por um motivo ou outro podem não corresponder sempre às expectativas de audiência. A ciranda de novelas entre TV Globo e Globoplay Novelas, mais o catálogo do Globoplay no streaming, aumenta a sensação de repetição e exaustão.
Mas de nada adianta a emissora se resolver a dar chance a novelas ainda não reapresentadas, e mais recentes do que a média dos últimos tempos, se o público do horário eventualmente não corresponder a essas apostas e com isso houver ibope muito abaixo do desejado.
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