Dramaturgia

Raphael Montes: autor se inspira na própria mãe para desenvolver Lola, vilã de Beleza Fatal

"O vilão nada mais é do que alguém que quer muito alguma coisa, assim como o herói, só que ele está disposto a ir mais longe", disse o escritor

Publicado em 22/01/2025

O escritor Raphael Montes tornou-se bastante conhecido e best seller nos últimos anos em razão de romances bem-sucedidos como Jantar Secreto e Bom Dia, Verônica – este, adaptado com sucesso pelo próprio autor para uma série da Netflix, estrelada por Tainá Müller. Agora, ele estreia como autor de novelas ao assinar Beleza Fatal, primeira produção da Max no gênero, que chega ao catálogo na segunda-feira (27).

Beleza Fatal une o tradicional folhetim e o melodrama a uma crítica aos profissionais despreparados do mercado da estética, num País em que existe verdadeira obsessão por cirurgias plásticas, procedimentos e intervenções de reparação. Em entrevista a Thiago Stivaletti, do portal F5, da Folha de S. Paulo, Raphael falou sobre suas inspirações – entre as quais a própria mãe – no desenvolvimento da vilã da história, Lola (Camila Pitanga).

“É horrível dizer isso, mas ela é muito inspirada na minha própria mãe (risos), uma mulher de origem humilde que sempre foi muito ambiciosa, sempre teve essa garra muito brasileira de querer crescer na vida. Claro que, ao contrário da minha mãe, a Lola passa por cima de um monte de gente. É uma ambição desmedida. A Lola não se contenta com a vidinha que leva, quer ser a rainha da beleza, ter a sua própria clínica”, declarou Rapahel Montes.

O autor de Beleza Fatal prossegue, com uma definição de como é o vilão que aprecia em dramaturgia, ao falar mais sobre Lola: “Eu não gosto de vilão que é apenas louco, que não tem razão de ser. O vilão nada mais é do que alguém que quer muito alguma coisa, assim como o herói, só que ele está disposto a ir mais longe”.

“A Lola é inteligente, bonita e sabe que pode chegar lá. E assim como a minha mãe, a Lola é tão apaixonante que não pensa antes de dizer as coisas. E quando fala uma besteira, algo que possa levar ao cancelamento, não tem problema, ela se vira, ela tem seu charme. A gente tem essas figuras públicas. A Lola tem um quê de Susana Vieira. Até alguns bordões da Lola vêm da minha mãe, como ‘Se eu não fosse eu, eu teria inveja de mim’. Olha que frase! É uma autoestima absoluta”, conclui o escritor.

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