Beleza Fatal é recheada de clichês que já vimos em diversas novelas. E isso não é uma crítica, muito pelo contrário. A trama da Max não faz questão de inventar a roda e isso é ótimo, afinal, nem toda novela precisa ser inovadora. Basta ter coerência e não subestimar a inteligência do público.
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Pelo menos na metade dos capítulos, o enredo vai se tornando viciante e cheio de reviravoltas. Peca por alguns excessos, mas nada que desvalorize a produção, muito bem dirigida, com um texto afiado e um elenco excepcional.
Embora parecida com muitas histórias que já foram contadas, Beleza Fatal tem algo que falta nas novelas atuais da Globo: uma grande vilã. Camila Pitanga se destaca no papel de Lola, uma mulher inteligente, carismática e que faz tudo para se manter no topo. Ela chantageia, fala os maiores absurdos, humilha e mata sem pensar duas vezes.
Em contrapartida, não há uma vilã assim nas tramas recentes da Globo. As megeras são suavizadas e ganhado um perfil dúbio. Claro que Lola também tem seus pontos fracos, mas sua maldade passa por cima disso tudo. Para se ter ideia, em 20 capítulos ela já causou a morte de quatro pessoas.

O perfil da vilã sádica e maligna é muito aclamado pelo público, tanto que várias são lembradas para a eternidade, como Nazaré, de Senhora do Destino, Bia Falcão de Belíssima, e a famosa Carminha de Avenida Brasil. Por isso, Lola tem sido um ponto alto da novela de Raphael Montes, muito bem construída pelo autor.
Além disso, todo o mérito para Camila Pitanga, que ganhou um dos melhores papéis de sua carreira. Conhecida por viver uma porção de mocinhas, a atriz merecia ganhar uma vilã de verdade. O máximo que ela se aproximou das maldades foi em Porto dos Milagres e Paraíso Tropical. Com Lola, porém, Camila mostra um potencial absurdo e tem tudo para ganhar muitos elogios e prêmios em 2025.
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