Poucos capítulos de uma das novelas mais inovadoras da teledramaturgia serão resgatados pela Globo. A emissora vacilou e perdeu grande parte de uma trama que foi aclamada pela crítica e é lembrada até hoje por um enredo fora do convencional.
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A partir de 20 de janeiro, a novela Espelho Mágico chega ao Globoplay por meio do Projeto Fragmentos. O que sobrou da produção será disponibilizado para o público conhecer a história.
Escrita por Lauro César Muniz, a obra foi exibida em 1977 e marcou época. O autor inovou ao apresentar uma novela dentro da novela. “Os personagens centrais da novela seriam atores de telenovela e viveriam seus conflitos dentro de uma emissora de televisão”, destacou o dramaturgo.
Segundo Lauro, Espelho Mágico foi um projeto arrojado que deixou os diretores da Globo preocupados. O público ficou confuso e a audiência deixou a desejar, mas o autor foi tão aclamado pela crítica que valeu a pena sua ousadia. “Só não fui exilado da Globo porque a novela me deu prestígio e muitos prêmios da crítica”, disse em uma entrevista.

Com Tarcisio Meira e Gloria Menezes como protagonistas, além de Sonia Braga, Juca de Oliveira, Tony Ramos, Yoná Magalhães e outros medalhões no elenco, Espelho Mágico pode ser considerada uma novela cult que sempre atraiu os amantes da teledramaturgia.
Apesar de enfrentar censura e outros problemas, fechou com a média de 48 pontos de audiência, boa para a época, mas abaixo da antecessora, Duas Vidas, e da sucessora, O Astro.
