Beatriz Segall alcançou o auge de sua carreira televisiva ao dar vida à icônica vilã Odete Roitman na novela Vale Tudo. A personagem, uma empresária milionária e preconceituosa, tornou-se uma das maiores antagonistas da teledramaturgia brasileira.
Veja também:
O mistério em torno de sua morte gerou grande repercussão nacional, com a pergunta “Quem matou Odete Roitman?” sendo amplamente discutida pelo público e pela mídia.
No remake de Vale Tudo, quem interpretará a vilã será Débora Bloch.

Estudo e casamento
Beatriz de Toledo Segall nasceu 1926, no Rio de Janeiro. Filha de professores, teve uma educação refinada, estudando francês, piano e costura. Inicialmente, lecionou francês no Colégio Municipal Barão do Rio Branco, mas sua paixão pelo teatro a levou a frequentar a escola de formação de atores do Serviço Nacional de Teatro (SNT).
Após concluir o curso, viajou a Paris para aprofundar seus estudos em teatro e literatura. Lá, conheceu Maurício Segall, filho do pintor Lasar Segall, com quem se casou em 1954 e teve três filhos: Sérgio, Mário e Paulo. Durante um período, afastou-se dos palcos para se dedicar à família, retornando à carreira artística em 1964.

Cria dos palcos
Beatriz construiu uma carreira sólida no teatro, atuando em mais de 40 peças e recebendo diversos prêmios, como o Prêmio Governador do Estado e o Prêmio Shell.
Na televisão, destacou-se em várias telenovelas, interpretando personagens marcantes como Celina em Dancin’ Days (1978), Lourdes Mesquita em Água Viva (1980) e Miss Penélope Brown em Barriga de Aluguel (1990).

Carreira após o sucesso de Odete Roitman
Após Vale Tudo, Beatriz continuou a atuar em diversas produções televisivas e teatrais.
Em 1997, após participar da novela Anjo Mau, decidiu reduzir sua participação em telenovelas, dedicando-se mais ao teatro e a participações especiais na TV.
Seu último trabalho na televisão foi em 2015, na série “Os Experientes”, onde interpretou Yolanda, uma senhora envolvida em um assalto a banco.

Morte após sofrer com duas doenças
Beatriz Segall faleceu em 5 de setembro de 2018, aos 92 anos, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, devido a problemas respiratórios e complicações da doença de Alzheimer.
Deixou um legado significativo na cultura brasileira, sendo lembrada por sua elegância, talento e contribuições marcantes ao teatro e à televisão nacional.

O conteúdo veiculado nesta coluna é de total responsabilidade do colunista parceiro. As opiniões e informações aqui expressas não são de responsabilidade do Grupo Observatório.
