Uma das versões de final imaginadas para a trama muda profundamente o destino de Ernesto e surpreende até quem acompanhou de perto sua trajetória. Em um dos finais escritos pelo autor, o personagem deixa a prisão disposto a virar a própria história, abandonando o passado de crimes e assumindo uma nova responsabilidade. A mudança acontece quando Ernesto decide cuidar do orfanato que antes era comandado por sua prima Zulma, transformando o lugar em símbolo de recomeço.
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A virada ganha ainda mais peso porque Zulma morre na reta final da história, encerrando o poder que exercia sobre o orfanato e sobre as crianças que viviam ali. Com o espaço repentinamente sem comando, Ernesto assume a responsabilidade pelo lugar, num gesto que mistura redenção, coragem e tentativa de reparar tudo o que destruiu no passado.
A atitude muda completamente a percepção dos outros personagens. O antigo vilão deixa de ser apenas parte das armações e passa a ocupar um lugar inesperado de cuidado e reconstrução, surpreendendo quem sempre o viu como ameaça. Assim, o orfanato passa a representar não apenas abrigo para as crianças, mas também o caminho de redenção de Ernesto.
Nos bastidores da novela, esse desfecho é tratado como uma das alternativas de final criadas pelo autor para o personagem, abrindo espaço para uma conclusão mais humana e menos trágica. Nesse cenário, Ernesto termina a história reconstruindo a própria vida e assumindo o orfanato como missão, deixando no ar a ideia de que até quem errou profundamente ainda pode encontrar um caminho de volta.
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