Em Êta Mundo Melhor!, o desfecho de Samir é menos sobre barulho e mais sobre crescimento, algo raro em novelas que costumam reservar às crianças apenas o papel de adereço emocional. Ao saber que Dita espera um filho de Candinho, o menino reage com alegria genuína e surpreende pela maturidade, como quem entende que amor não se divide, se amplia.
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Depois de atravessar perdas, sequestros e disputas de adultos, Samir escolhe não repetir traumas e assume o lugar de irmão mais velho com naturalidade, prometendo ajudar a cuidar do bebê. A novela acerta ao não forçar rivalidade infantil e aposta na construção de um afeto que reorganiza a família.
Candinho, por sua vez, se desmonta. Ao perceber que o filho celebra a chegada do irmão, ele entende que criou um menino maior do que os próprios erros do passado, selando ali uma redenção silenciosa. Não há discurso grandioso, há gesto.
No último movimento da trama, Samir encerra sua jornada como símbolo de superação e esperança, representando o futuro que Candinho tanto buscou proteger. Êta Mundo Melhor! fecha o ciclo apostando na imagem simples e eficaz de uma família recomposta, onde o irmão mais velho acolhe o novo com generosidade.
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