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Último capítulo: Final de Rogério em Três Graças tem vitória, amor e volta por cima

Virada inesperada sacode a trama da Globo

Publicado em 15/05/2026

Há personagens que atravessam uma novela carregando mais do que uma função dramática. Em Três Graças, Rogério chega ao desfecho como uma espécie de contraponto ao estrago deixado por Ferette. Depois de uma reta final marcada por morte, exposição pública de vilões e queda moral, seu final aponta para uma ideia simples, mas poderosa: ainda é possível reorganizar o que foi contaminado pelo abuso de poder.

Rogério (Eduardo Moscovis) ganha importância justamente quando a Fundação deixa de ser território de manipulação e passa a representar uma chance de reparação. Com Ferette (Murilo Benício) fora do comando, ele assume a liderança da instituição e inicia uma nova fase, marcada pela tentativa de limpar os escândalos da gestão anterior. A virada dá ao personagem um final de superação, mas também de responsabilidade.

O desfecho afetivo completa essa reconstrução sem reduzir o personagem a um romance. A aproximação com Zenilda (Andréia Horta) funciona como sinal de equilíbrio depois de tantos conflitos familiares, traições e disputas por poder. A união dos dois sugere uma maturidade rara em meio ao caos da reta final, como se a novela reservasse a eles um tipo de felicidade menos espalhafatosa, porém mais sólida.

Depois da morte de Lucélia e da derrocada de Ferette, Três Graças entrega a Rogério um final coerente com a ideia de recomeço. Ele não encerra a história apenas como sobrevivente dos conflitos, mas como alguém chamado a participar da reconstrução moral da Fundação. Em uma novela marcada por feridas sociais e vilanias ruidosas, seu desfecho comunica serenidade, reparação e futuro.

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