Uma boa novela das nove cresce quando transforma tragédia em motor de personagem. Em Quem Ama Cuida, a queda da protagonista não nasce de um único golpe, mas de uma sequência cruel de perdas, escolhas e armações. A trama escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto acompanha uma mulher comum que vê a própria vida desabar e, justamente por isso, passa a ocupar o centro de uma disputa marcada por amor, dinheiro, poder e vingança.
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Adriana (Letícia Colin) começa a história como uma fisioterapeuta batalhadora da periferia de São Paulo. No mesmo dia, perde o marido, Carlos (Jesuíta Barbosa), a casa onde mora e o emprego. Ao ir para um abrigo com a família, conhece Pedro (Chay Suede), advogado voluntário que se encanta pela força dela. A partir daí, a vida da protagonista muda de rumo quando ela consegue trabalho na mansão de Arthur Brandão (Antonio Fagundes), milionário solitário do ramo de joias.
A relação entre Adriana e Arthur nasce como amizade e confiança. O empresário, cercado por parentes interesseiros, propõe um casamento de fachada para impedir que sua fortuna caia nas mãos da família. O acordo, que deveria proteger seu patrimônio e ajudar Adriana a reconstruir a vida, termina em tragédia. Arthur é assassinado no dia da celebração, e Adriana acaba acusada injustamente pelo crime, sendo empurrada para uma prisão que muda seu destino.
A 2ª fase de Quem Ama Cuida parte justamente dessa ferida. Depois de anos atrás das grades, Adriana reconquista a liberdade disposta a provar sua inocência, enfrentar quem a destruiu e lutar pelo amor de Pedro. A fisioterapeuta volta mais forte, menos ingênua e marcada por tudo o que perdeu. Sua história deixa de ser apenas a de uma vítima e passa a ser a de uma mulher em busca de justiça, em uma novela que transforma melodrama, herança e vingança em combustível para uma grande virada popular.
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