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Opinião: Nicolas Prattes vira vilão e já rouba a cena como Mirinho em A Nobreza do Amor

Nas primeiras chamadas da novela das 18h, ator mostra segurança, dedicação e assume seu primeiro antagonista após sequência de mocinhos, com personagem cheio de humor e ambição

Publicado em 25/02/2026

Se há um nome que começa a chamar atenção nas chamadas de A Nobreza do Amor é o de Nicolas Prattes. Escalado para viver Mirinho, seu primeiro vilão após uma sequência de mocinhos, o ator já entrega, nos poucos segundos exibidos, algo raro em início de novela: segurança cênica e dedicação visível. Não é só figurino ou postura. É presença.

Mirinho é apresentado como um bon vivant mimado e ambicioso, filho do coronel Casemiro Bonafé, papel de Cássio Gabus Mendes, dono do maior engenho de açúcar em Barro Preto. Mas não se trata de um vilão caricato. É um personagem cheio de camadas, obcecado pela fortuna do pai e movido por interesses nada nobres, como o próprio Prattes já adiantou. O visual de coronelzinho metido ajuda, mas é a interpretação que promete sustentar o arquétipo.

Na trama escrita por Duca Rachid, Elísio Lopes Jr. e Júlio Fischer, que substituirá Êta Mundo Melhor! na faixa das 18h, Mirinho entra em rota de colisão direta com a protagonista Alika, também chamada de Lúcia, vivida por Duda Santos. Ele disputará o amor da jovem com Tonho, interpretado por Ronald Sotto, a quem trata como simples empregado, enquanto mantém um namoro estratégico com Virgínia, personagem de Theresa Fonseca, filha do banqueiro Diógenes, vivido por Danton Mello. Conflito amoroso, disputa de poder e tensão familiar não vão faltar.

O mais interessante, porém, é observar a virada na carreira do ator. Depois de consolidar uma imagem ligada a heróis românticos, Nicolas Prattes assume agora um papel de antagonista com humor, arrogância e potencial de sedução, o que pode ampliar seu alcance diante do público. Vocacionado, disciplinado e cada vez mais maduro em cena, ele tem nas mãos um personagem que reúne ironia e maldade na medida certa. Se depender das primeiras chamadas, Mirinho tem tudo para conquistar o Brasil — ainda que pelo caminho torto da vilania.

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