A segunda fase de Quem Ama Cuida começará com uma imagem amarga: Adriana (Letícia Colin) fora da cadeia, mas longe de qualquer vitória completa. A liberdade condicional devolverá à protagonista o direito de recomeçar, mas não apagará os anos perdidos, a reputação destruída e a sensação de que a injustiça venceu por tempo demais. Enquanto ela tenta se reconstruir depois da prisão, Pilar (Isabel Teixeira) surgirá no lado oposto da história, rica, instalada e poderosa.
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A vilã assumirá a fortuna deixada por Arthur (Antonio Fagundes), além da casa e dos bens ligados ao empresário. A virada terá peso simbólico porque colocará Pilar exatamente onde sempre desejou estar: no centro do poder da família Brandão. A mulher que cercou Adriana, articulou contra ela e se beneficiou do caos provocado pela morte de Arthur passará a ocupar o espaço material e social que restou depois da tragédia.
Para Adriana, a nova fase terá gosto de humilhação prolongada. Ela deixará a prisão marcada pelo preconceito, pelas limitações da liberdade condicional e pela dor de descobrir que Pedro (Chay Suede) voltou casado com Bruna (Fernanda Marques). Ao mesmo tempo, verá Pilar desfrutar daquilo que deveria estar sob suspeita, como se o dinheiro e a influência fossem capazes de limpar qualquer sombra. A novela, assim, desenhará uma inversão cruel: a inocente tentando se reerguer, enquanto a vilã aparece fortalecida.
Mas essa vitória de Pilar também carregará uma ameaça silenciosa. Em Quem Ama Cuida, poder demais costuma atrair rachaduras. A riqueza, a casa e os bens de Arthur darão à vilã uma aparência de triunfo, mas também a colocarão no centro de todos os olhares. Adriana sairá destroçada, porém mais atenta. E a segunda fase deixará claro que, quando uma mulher injustiçada começa a juntar as peças do próprio passado, até a fortuna mais bem guardada pode virar prova de queda.
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