A segunda fase de Quem Ama Cuida começa com uma liberdade que mal consegue respirar antes de virar dor. Depois de anos de prisão, a protagonista volta ao mundo esperando reconstruir alguma parte da vida que perdeu, mas encontra do lado de fora uma realidade muito mais cruel do que imaginava. O tempo passou, as alianças mudaram e o amor que parecia resistir à distância surge atravessado por uma escolha difícil de engolir.
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A primeira cena que pesa contra Pedro (Chay Suede) é sua volta ao Brasil casado com Bruna (Fernanda Marques). Adriana (Letícia Colin), recém-saída da prisão em liberdade condicional, descobre que o advogado seguiu a vida enquanto ela tentava sobreviver atrás das grades. A notícia funciona como uma pancada emocional, porque transforma o reencontro da protagonista com o mundo em uma nova perda. Antes mesmo de conseguir respirar fora da cadeia, ela percebe que também perdeu Pedro.
A segunda cena acontece quando Adriana e Pedro se reencontram no abrigo como voluntários. Ele conversa sobre o passado e afirma que ainda não desistiu de descobrir quem matou Arthur (Antonio Fagundes), mas a promessa chega tarde demais para apagar o estrago. O contraste é cruel: Pedro fala em justiça, mas aparece preso a uma nova vida, enquanto Adriana encara as marcas de uma condenação injusta. Para piorar, Bruna surge no abrigo levando o celular esquecido pelo marido, reforçando diante da protagonista que o casamento é real.
A terceira cena vem quando Pedro tenta se explicar e deixa escapar que não é feliz. A confissão, em vez de consolar, torna tudo ainda mais doloroso. Afinal, se não é feliz, por que se casou? Se ainda sente algo por Adriana, por que voltou comprometido com outra mulher? Em Quem Ama Cuida, Pedro pode não agir como vilão, mas suas escolhas terão efeito devastador. Na nova fase, cada gesto dele parecerá confirmar o que Adriana já começa a entender: às vezes, quem mais promete proteger também é capaz de ferir no ponto mais fundo.
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