Uma acusação pesada vai tentar destruir a imagem da protagonista em Quem Ama Cuida, mas os próximos capítulos deixam claro que a história é bem mais cruel do que parece. O casamento com Arthur termina em morte, a herança vira motivo de guerra e uma mulher que só tentava reconstruir a vida passa a ser tratada como assassina.
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Adriana (Letícia Colin) não entra na vida de Arthur (Antonio Fagundes) por ambição. Antes disso, ela já carregava uma trajetória de perdas, trabalho e resistência ao lado da mãe Elisa (Isabela Garcia), do avô Otoniel (Tony Ramos) e do irmão Mau Mau (João Victor Gonçalves). Fisioterapeuta batalhadora, ela aceita se casar com o milionário dentro de um acordo entre amigos, pensado por ele para impedir que sua fortuna fique nas mãos de parentes interesseiros.
A primeira prova está na própria reação de Arthur. Ele se emociona com a decisão de Adriana e comunica à família que ela será sua única herdeira. Ou seja, a escolha parte dele, não de uma armação da protagonista. A segunda está no desespero da família Brandão: Pilar (Isabel Teixeira) tenta provar que o irmão está senil, Tiago fala que a morte do tio seria o único jeito de subir na empresa, e Ulisses (Alexandre Borges) começa a se enrolar em mentiras e culpa.
A terceira prova aparece na noite do casamento. Durante a cerimônia, falta luz no prédio, e Adriana se desespera ao encontrar Arthur caído na calçada. A reação dela não é de frieza, fuga ou cálculo. É de choque. A quarta prova vem logo depois, quando Pilar corre para acusá-la, reúne aliados para alinhar depoimentos e pede que Ademir (Dan Stulbach) use seus métodos para condenar a fisioterapeuta.
A quinta prova está no comportamento de Adriana após o crime. Ela recebe intimação, se prepara com Pedro (Chay Suede) para depor, avisa ao delegado que está pronta para responder às perguntas e ainda se preocupa com a saúde da mãe. Quando vai ao sítio ajudar Elisa, Pilar aproveita a ausência e mente à polícia dizendo que ela fugiu. Em Quem Ama Cuida, Adriana não age como vilã. Ela age como uma mulher encurralada por uma família que precisa culpá-la para esconder seus próprios segredos.
A queda da protagonista, portanto, não nasce de maldade, mas de uma sequência de injustiças. Adriana perde o marido, vira viúva pela segunda vez, é acusada de um crime que não cometeu e acaba presa injustamente. A novela deixa no ar uma leitura cada vez mais forte: a verdadeira vilania não está na mocinha, mas em quem transforma luto, herança e mentira em arma para destruí-la.
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