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Rainha no prejuízo? Xuxa vence na Justiça, mas segue sem ver a cor de R$ 366 mil após comprar carro blindado com defeito

O veículo era blindado, a decisão também, mas o dinheiro parece ter ativado o modo invisível

Publicado em 05/03/2026

A eterna Rainha dos Baixinhos, Xuxa Meneghel, venceu uma batalha na Justiça, mas o dinheiro que deveria estar na conta dela simplesmente não apareceu até agora. E o valor não é nada simbólico.

A apresentadora comprou em julho de 2023 um Volvo XC90, modelo de luxo da Volvo, pelo valor de R$ 220 mil, negociado com a empresa Eleven Blindados. Além do pagamento em dinheiro, ela ainda entregou outro veículo como parte do acordo. O problema? O carro começou a apresentar falhas técnicas poucos dias depois de sair da loja.

O negócio foi desfeito de comum acordo. O veículo voltou para a empresa e ficou acertado que o valor pago seria devolvido. Mas o combinado não saiu do papel. O dinheiro nunca retornou para a conta da artista.

Segundo os autos do processo obtidos pelo site Notícias da TV, a ação tramitou na 6ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A empresa alegou que não conseguiu quitar a dívida por causa de um bloqueio judicial em contas vinculadas a um de seus CNPJs, em uma ação movida pelo Banco Bradesco na 1ª Vara Cível de Santo Amaro, em São Paulo.

Antes de partir para o confronto judicial, Xuxa ainda tentou resolver tudo nos bastidores. Em agosto de 2023, a pedido da própria empresa, ela chegou a protocolar uma petição no processo que corria em São Paulo para tentar ajudar no desbloqueio dos valores. A tentativa fracassou. Em novembro, seus advogados enviaram uma notificação formal exigindo a devolução corrigida do montante.

Sem acordo, a ação foi distribuída em 19 de dezembro de 2023. Durante o processo, a Eleven Blindados alegou caso fortuito e força maior por conta do bloqueio. Também apresentou propostas de parcelamento, incluindo o pagamento em 24 vezes sem reajuste. A defesa da apresentadora bateu o pé e recusou.

Em 13 de outubro de 2025 veio a sentença: a empresa foi condenada a pagar os R$ 220 mil, com juros de 1% ao mês e correção monetária desde o desfazimento do negócio, além das custas processuais e honorários de 10% sobre o valor da condenação.

Sem recurso, a decisão transitou em julgado em 18 de dezembro de 2025. No dia 23 de janeiro de 2026 começou a fase de execução, com o valor atualizado já batendo em R$ 366.023,40.

Enquanto o processo segue avançando e a cobrança corre oficialmente na Justiça, a empresa continua operando normalmente e divulgando vendas nas redes sociais. A dívida milionária, no entanto, segue em aberto.

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