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Depois de praticamente zerar o estoque de clássicos consagrados, o Globoplay resolveu mexer no baú das “ovelhas esquecidas” da dramaturgia da TV Globo — e o climão já começou nos bastidores!
As novelas Vira Lata (1996) e Agora É que São Elas (2003), duas produções que passaram longe de serem fenômeno de audiência, estão prontas para ganhar uma nova chance através do famoso Projeto Resgate. A pergunta que não quer calar: redenção histórica ou replay do flop?
Vira Lata: romance que não colou e bastidor pegando fogo
Escrita por Carlos Lombardi, a trama das sete veio embalada pelo sucesso estrondoso de Quatro por Quatro — mas a história foi outra!
A novela girava em torno de Helena, vivida por Andrea Beltrão, tentando esconder do marido Bráulio (Murilo Benício) que sua família estava atolada até o pescoço com a Justiça. No meio do caos surge Lenin, papel de Humberto Martins, integrante dos enigmáticos irmãos Wanderpetrokovitz, marcados por uma doença congênita devastadora.
Mas o casal principal não convenceu… e a audiência sentiu! Para piorar, Andrea engravidou e precisou se afastar, obrigando o autor a rebolar no roteiro. E não parou por aí: Glória Menezes também pediu para sair!
Resultado? Lombardi mudou o foco às pressas e tentou salvar a novela apostando no casal Renata (Carolina Dieckmann) e Fidel (Marcello Novaes). Foi o suficiente? Nem de longe…
Agora É que São Elas: feminismo, escândalo e troca de última hora
Já Agora É que São Elas, assinada por Ricardo Linhares, prometia empoderamento feminino na faixa das seis, mas acabou virando sinônimo de turbulência.
A trama mostrava Antônia (Vera Fischer) e Léo (Débora Falabella) liderando uma cooperativa de mulheres em guerra contra o prefeito corrupto Juca Tigre, interpretado por Miguel Falabella.
O escândalo explode quando Antônia revela que Léo é filha do próprio vilão! E como se não bastasse, a novela ainda apostou em romances proibidos, filhos bastardos e primeira-dama traída — com destaque para Van Van, personagem de Marisa Orth, que surtou ao descobrir as escapadas do marido.
Mesmo com reforço nas tramas paralelas e mais espaço para Rodrigo, vivido por Thiago Fragoso, a audiência não reagiu como esperado.
E olha o babado: a novela estava cotada para entrar no catálogo em março, surfando o Dia Internacional da Mulher. Mas perdeu espaço para Maria, Maria, obra de Manoel Carlos, protagonizada por Nívea Maria em papel duplo.
Nunca reprisadas… até agora!
Por causa dos bastidores conturbados e dos números tímidos no Ibope, Vira Lata e Agora É que São Elas nunca ganharam reprise na Globo. Ficaram anos no limbo, como capítulos que a emissora preferiu esquecer.
Mas agora o jogo virou!
Será que o público vai dar a volta por cima e transformar os antigos fracassos em hits cult? Ou o Globoplay está prestes a reviver dois dos flops mais comentados da teledramaturgia?
A gente vai assistir — nem que seja só pela fofoca.
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