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Se você cresceu entre os anos 80, 90 e início dos 2000, é praticamente impossível não ter cruzado com Chuck Norris na televisão brasileira. Ele não era apenas um ator. Era um evento.
Seja na Sessão da Tarde, no Cinema em Casa ou até nos domingos mais barulhentos da TV, bastava o nome dele aparecer na grade para garantir audiência — e uma legião de fãs grudados na tela.
Filmes como Braddock: O Super Comando, Comando Delta e O Voo do Dragão viraram praticamente reprises obrigatórias. Eram exaustivamente exibidos, mas nunca perdiam a força. Pelo contrário: cada nova reprise parecia um reencontro.
E não parava por aí. Norris também dominou as telinhas com Walker, Texas Ranger, que virou febre no Brasil, consolidando sua imagem como o herói incorruptível, justiceiro e praticamente indestrutível.
Com seu estilo direto, golpes precisos e uma presença quase mítica, ele se transformou em algo maior que o cinema: virou cultura pop. Virou piada, virou meme antes mesmo da internet existir como conhecemos hoje.
Nos últimos anos, o astro optou por uma vida mais discreta, longe das grandes produções e focado na família e em projetos pessoais. Nada de escândalos, nada de despedidas dramáticas — apenas o silêncio de quem já fez mais do que o suficiente para entrar na história.
E talvez seja exatamente isso que dá essa sensação de fim: não houve um último filme marcante, nem um anúncio oficial de aposentadoria. Apenas o tempo passando… e levando junto uma era em que heróis como Chuck Norris dominavam a TV aberta brasileira.
Chuck Norris, morreu aos 86 anos. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (20), pela família nas redes sociais do ator. A causa da morte não foi informada pela família, que afirmou preferir manter as circunstâncias em privado.
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