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Nem mesmo um dos maiores fenômenos da história da televisão brasileira está conseguindo segurar o público. A nova reprise de Avenida Brasil, que chegou cercada de expectativa, já acendeu o sinal de alerta na Globo — e escancarou uma pergunta que cresce nos bastidores: por que a emissora ainda não apostou em um programa próprio de fofocas e bastidores nas tardes?
Os números falam por si. A estreia até animou, com cerca de 15,7 pontos na Grande São Paulo, mas o fôlego durou pouco. Em poucos dias, a novela passou a oscilar entre 14 e 13 pontos, chegando a marcar apenas 11,9 pontos — um dos piores desempenhos recentes do Vale a Pena Ver de Novo . A média da primeira semana ficou na casa dos 14 pontos, considerada baixa para um produto que já foi um fenômeno .
Para efeito de comparação, atualmente a reprise chega a marcar cerca de 13,8 pontos em dias recentes, ficando abaixo até de atrações que vêm na sequência . Ou seja: a novela ainda segura público, mas está longe de ser o trunfo que a Globo esperava para levantar a faixa.
E é justamente nesse cenário que uma ideia começa a ganhar força — inclusive entre profissionais do mercado: substituir parte dessa estratégia por um programa ao vivo, com bastidores, famosos e fofocas.
O trio sugerido chama atenção e não é por acaso. Ana Paula, que construiu uma trajetória sólida como apresentadora, já mostrou força tanto na TV aberta quanto na TV por assinatura. No Multishow, ela ganhou destaque com formatos mais leves e dinâmicos, mostrando versatilidade fora do jornalismo tradicional. Já no SBT, ao assumir o Fofocalizando, demonstrou domínio do entretenimento popular, sabendo conduzir debates, criar momentos virais e segurar audiência — exatamente o tipo de experiência que falta hoje na faixa da tarde da Globo.

Ao lado dela, Tati Machado se consolidou como um dos nomes mais carismáticos da nova geração. Com forte presença no Encontro e no Mais Você, além do impacto nas redes sociais e vitória na Dança dos Famosos, ela virou um rosto popular e querido, especialmente entre o público mais jovem — algo que a Globo busca reconquistar.
E aí entra o fator surpresa: Tia Milena. Com linguagem direta e apelo popular, ela poderia funcionar como uma repórter fixa dentro dos Estúdios Globo, trazendo aquele tempero de bastidor que o público adora — espontâneo, curioso e muitas vezes imprevisível.
A proposta ainda ganha força com a possibilidade de expandir o formato para São Paulo, com Bia do Brás cobrindo shows, eventos e o circuito de teatro, ampliando o alcance e trazendo conteúdo quente em tempo real.
Nos bastidores, a leitura é clara: insistir apenas em reprises pode não sustentar a audiência até o horário nobre. Um programa com identidade própria poderia não só recuperar público, mas também entregar números mais fortes para a programação seguinte.
A pergunta que fica é direta — e já circula nos corredores: será que Amauri Soares está vendo isso?
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