Crise nos bastidores

Mion vira alvo de críticas, perde o tom e já tem futuro questionado na Globo

Após polêmica em homenagem, desgaste cresce, público rejeita discursos e até permanência no Caldeirão entra em debate

Publicado em 13/04/2026

Nos bastidores da Globo, o clima mudou — e rápido.
Depois da polêmica no ar, o nome de Marcos Mion virou problema.
E tem gente dizendo que o desgaste já não dá mais pra ignorar.

Era para ser uma homenagem histórica. Mas terminou em polêmica. E o nome mais comentado não foi o de Renato Aragão.

O que era emoção virou incômodo em questão de minutos.

Durante o tributo ao eterno Didi no Caldeirão, quem acabou roubando a cena foi Marcos Mion — e não de um jeito positivo.

Nas redes sociais, o público não perdoou. Internautas acusaram o apresentador de exagerar na condução da homenagem e, pior, de transformar o momento em algo sobre ele mesmo. Comentários como “até na homenagem ele faz tudo ser sobre ele” e críticas ao tom adotado com o humorista dominaram a repercussão. 

A situação ficou ainda mais delicada porque Renato Aragão, aos 91 anos, era o grande homenageado da noite e se emocionou com a recepção do público — mas acabou ofuscado pela condução do programa. 

Nos bastidores , o episódio ganhou proporção de crise de imagem. Teve gente classificando o momento como constrangedor e até comparando com outras gafes históricas da TV.

Apesar de números estáveis na audiência, o Caldeirão com Mion vive uma fase curiosa: segura nos índices, mas sob forte rejeição nas redes e entre críticos. O programa gira na casa dos 9 a 10 pontos em São Paulo, sem grandes quedas — mas também sem empolgar como antes.

E é aí que começa o problema.

Nos bastidores e na crítica especializada, cresce a avaliação de que Mion perdeu o tom. Os discursos emocionais no fim do programa, que antes viralizavam, hoje são vistos por parte do público como exagerados, repetitivos e até forçados. Não é de agora: colunistas já apontam que o apresentador soa artificial em alguns momentos e que o excesso de emoção incomoda quem assiste. 

A percepção de egocentrismo também entrou na mira. Há críticas de que Mion, em diversas ocasiões, tenta se colocar como protagonista mesmo quando o foco deveria estar nos convidados.

Outro ponto que pesa: a falta de renovação. Analistas apontam que o programa se acomodou, repetindo fórmulas e quadros sem grandes novidades, o que contribui para a sensação de desgaste. 

E tem mais.

Dentro da Globo, Mion já não acumula tantos projetos quanto no início. Hoje, está concentrado basicamente no Caldeirão, o que, para alguns, acende um alerta silencioso sobre seu espaço na emissora.

Mesmo assim, oficialmente, a Globo mantém confiança no apresentador — tanto que renovou seu contrato até 2030 e segue apostando no formato. 

Mas a pergunta que começa a circular — ainda que nos bastidores — é direta:
até quando a audiência segura um apresentador que divide tanto o público?

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