É impossível ignorar: a ausência de Glória Perez na TV virou um vazio que o público sente — e comenta. Mesmo após o tropeço de Travessia, a autora continua sendo um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira.
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Discípula direta de Janete Clair, Glória sempre esteve à frente do seu tempo, abordando temas sociais fortes quando poucos tinham coragem. E o currículo não deixa dúvidas: ela assinou sucessos como Barriga de Aluguel, O Clone, Caminho das Índias, Salve Jorge e A Força do Querer — todas fenômenos de audiência e repercussão.
Antes disso, ainda nos anos 80, ela já mostrava seu talento em Carmem, exibida em 1987 pela Manchete, provando desde cedo que tinha uma assinatura única.
Hoje, sem contrato com a Globo, seu nome volta a circular com força nos bastidores. E a pergunta é inevitável: como uma autora desse calibre está fora do ar? Plataformas de streaming como HBO, após investir em produções como Beleza Fatal e Dona Beja, ou até a Netflix, não deveriam estar de olho?
A verdade é uma só: Glória Perez faz falta. E muita. Seja no streaming ou até de volta à Globo, as portas parecem abertas — mas será que ela ainda quer voltar?
Se depender do público, essa resposta já está mais do que dada.
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