Veja também:
A Globo acordou — mas pode ter acordado tarde demais.
A emissora entrou de vez na briga pelo que realmente vale ouro hoje: os seus dados, o seu tempo e o que você consome no celular. E a nova aposta tem nome, estratégia e um alvo claro.
O GloboPop surge com uma proposta agressiva: conteúdos curtos, pensados para o formato vertical e com potencial de viralização rápida. Entre eles, um detalhe chama atenção nos bastidores — o investimento em novelas verticais, feitas sob medida para quem consome tudo pela tela do smartphone.
Mas não é só sobre conteúdo.
Por trás da novidade, existe uma engrenagem poderosa que já domina o mercado há anos: anúncios direcionados e uso de cookies para mapear comportamento do público. Ou seja, a Globo quer entender cada clique, cada pausa e cada interesse do usuário para entregar publicidade altamente segmentada.
O movimento escancara uma realidade incômoda. Enquanto plataformas digitais já exploram esse modelo há muito tempo, a Globo chega agora tentando recuperar terreno em uma disputa que já movimenta bilhões.
E tem mais: internamente, há o reconhecimento de que não basta produzir — é preciso competir com algoritmos que sabem exatamente o que você quer ver antes mesmo de você perceber.
No fim das contas, a batalha deixou de ser pela audiência tradicional. Agora, a guerra acontece silenciosamente no seu bolso — e a Globo decidiu que não pode mais ficar de fora.
Me siga no Instagram http://instagram.com/sampaioalex
O conteúdo veiculado nesta coluna é de total responsabilidade do colunista parceiro. As opiniões e informações aqui expressas não são de responsabilidade do Grupo Observatório.
