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O público brasileiro já decidiu: novelas turcas viraram vício. E não é modinha. É audiência consistente, engajamento e aquela velha paixão por drama bem servido.
A Band percebeu rápido e foi direta ao ponto. Hoje, mantém no ar Guerra das Rosas e Cruel Istambul numa dobradinha que segura o público sem esforço.
A Record TV segue na mesma linha e também aposta em duas produções simultâneas: Coração de Mãe e Chamas do Destino, reforçando que o fenômeno internacional já se provou irresistível.
E a Globo? Observa.
O curioso é que, dentro de casa, o sucesso já existe. No Globoplay, novelas turcas frequentemente aparecem entre as mais vistas. Ou seja, o público está lá, consumindo, maratonando e pedindo mais.
Tem até versão turca de Avenida Brasil disponível, Leyla: Sombras do Passado . Os turcos compraram a ideia, adaptaram e fizeram. Simples assim.
Então por que não fazer o caminho inverso?
Num momento em que se fala tanto em crise criativa, adaptar novelas turcas seria jogar com um roteiro já testado. A Globo tem estrutura de sobra para transformar essas histórias em novos fenômenos, seja às seis, às sete ou às nove.
Fica a impressão de que o público já entendeu o jogo. Falta a Globo decidir se quer jogar também.
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