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Teve uma época em que o amor… acontecia na televisão.
Sem aplicativos, sem filtros, sem segundas chances no direct. Era tudo ali, ao vivo, diante de milhões — com nervosismo, expectativa e aquele frio na barriga que hoje parece coisa de outro tempo.
E poucos programas traduziram tão bem esse sentimento quanto Em Nome do Amor.
Exibido nas noites de domingo, dentro do universo comandado por Silvio Santos, o programa virou um verdadeiro ritual para quem acreditava — ou queria acreditar — em finais felizes.
Mas o que parecia simples… tinha algo mágico.
Tudo começava com um detalhe que hoje soa quase ingênuo: jovens solteiros se observando através de binóculos azuis, tentando adivinhar, em poucos segundos, se ali poderia nascer alguma história. 
Depois vinha o bailinho.
A dança tímida, os sorrisos sem jeito, o olhar que dizia mais do que qualquer legenda de Instagram conseguiria hoje.
E então… o momento mais esperado.
A pergunta que parava tudo:
“É namoro… ou amizade?”
Simples. Direta. E carregada de um suspense que hoje parece impossível de recriar.
Se fosse namoro, vinha o prêmio, flores, jantar… e a sensação de que o Brasil inteiro tinha testemunhado o início de algo especial. Se fosse amizade, restava tentar de novo — como na vida real.
Mas Em Nome do Amor era mais do que um programa.
Era um retrato de uma época.
Uma televisão mais inocente, onde cartas eram enviadas, declarações eram feitas em rede nacional e sentimentos não precisavam de roteiro elaborado — só coragem.
Também havia os admiradores secretos, as histórias não resolvidas, os reencontros… tudo embalado por um cenário cheio de corações, cores vibrantes e uma atmosfera que misturava sonho e realidade. 
E talvez seja exatamente por isso que bate essa nostalgia.
Porque, no fundo, não era só sobre encontrar alguém.
Era sobre acreditar.
Acreditar que o amor podia surgir ali, no improviso, no olhar, na dança desajeitada… sem algoritmo, sem estratégia, sem medo de parecer bobo.
Hoje, anos depois do fim do programa (que ficou no ar entre 1994 e 2000), o que resta não são apenas lembranças… 
São sensações.
Aquela ansiedade de domingo à noite.
Aquele silêncio antes da resposta final.
Aquele sorriso involuntário quando alguém dizia “namoro”.
E fica a pergunta — daquelas que não têm resposta fácil:
Será que a gente perdeu a forma de viver o amor…
ou só deixou de enxergar como antes?
Porque quem viveu Em Nome do Amor sabe:
não era só TV.
Era sentimento.
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