ESTRATÉGIA SOLITÁRIA

Leandro Boneco revela o que o impediu de chegar ao pódio do BBB 26

Ex-participante analisa decisões, rivalidades e momentos decisivos que podem ter influenciado sua saída do reality

Publicado em 21/04/2026

Leandro Boneco deixou a casa do BBB 26 após enfrentar um paredão contra Ana Paula Renault e Milena, recebendo 52,19% dos votos. Ao longo da temporada, construiu um caminho pouco convencional: distante de alianças firmes, apostou em observação e estratégia individual, o que o levou surpreendentemente ao Top 4. Momentos como o arriscado Triângulo de Risco e experiências intensas, da casa de vidro ao quarto branco, ajudaram a moldar sua trajetória, marcada por decisões que nem sempre eram compreendidas dentro da casa.

Já fora do confinamento, Leandro sugere que sua escolha por um jogo mais isolado pode ter custado caro na fase final. Embora reconheça que a estratégia o manteve vivo por semanas, ele admite que a ausência de alianças fortes o deixou vulnerável quando mais precisava de proteção. Ainda assim, há uma ambiguidade em sua análise: ao mesmo tempo em que aponta a solidão como possível falha, também a enxerga como diferencial que conquistou o público. O próprio ex-brother indica que, talvez, tenha priorizado vencer provas em vez de consolidar relações que poderiam alterar o rumo de sua permanência.

“Eu joguei de forma muito solitária e talvez isso tenha feito com que, na reta final, eu não tivesse alianças dentro da casa que pudessem me proteger. Mas jogar sozinho também me levou ao Top 4, eu sobrevivi, né? A minha estratégia de articular fora dos grandes grupos fez com que eu chegasse até ali, com o voto de quem acreditou na minha história e torceu por mim. Acho que só foi possível porque as pessoas confiaram em mim e no meu jogo. Esse estilo diferente me destacou, mas também me afastou da maioria. Talvez tenha faltado reforçar algumas alianças feitas no início e durante o jogo, como estratégia para escapar do paredão ou colocar outros adversários nele. Naquele momento, eu estava mais focado em ganhar provas para me manter no jogo do que em formar alianças”, disse ele em comunicado oficial.

Entre memórias e reflexões, Leandro relembra passagens que misturam entusiasmo e tensão. A visibilidade conquistada na casa de vidro, com o apoio do público, contrasta com o isolamento do quarto branco, onde precisou lidar com limites físicos e emocionais. Ao finalmente entrar na casa principal, descreve uma explosão de sentimentos, como se cada etapa anterior tivesse sido apenas um prelúdio. Ainda assim, o que mais o marcou, segundo ele, não foram apenas as vitórias ou riscos calculados, mas a saudade constante da família, um elemento silencioso que atravessou toda a sua jornada.

“Acho que, na maioria das vezes, fui assertivo em observar antes de agir. Isso me permitiu ter coerência e não jogar de forma aleatória. Meu jeito de jogar foi consciente: cada atitude era para me proteger do paredão ou resistir a estratégias contra mim. Algumas vezes me posicionei sem pensar muito, como nos Sincerões, mas na maior parte das vezes fui assertivo. Dentro da casa, fui quem sou na vida: uma pessoa que age com coerência. Sempre disse que queria jogar sozinho e só me interessava dialogar sobre jogo quando fosse para votar em quem queria me tirar da casa”, continuou. 

Quando questionado sobre rivalidades e decisões estratégicas, Leandro evita respostas diretas e reforça que muitas de suas atitudes partiram de leitura de jogo, não de planos rígidos. Cita Alberto Cowboy como um dos principais adversários, mas deixa no ar se houve, de fato, um embate planejado ou apenas inevitável. Ao falar sobre o futuro, mantém o mesmo tom enigmático: diz estar aberto a reencontros e novas conexões fora da casa, sugerindo que, apesar dos conflitos, o jogo pode não ter revelado tudo, nem sobre os outros participantes, nem sobre ele próprio.

“Ele certamente foi um dos meus adversários, talvez o maior. Mas não foi exatamente uma estratégia, e sim uma leitura do jogo. A partir dali ele me colocou como adversário e eu também. Minha estratégia era identificar jogos que me incomodassem e, a partir disso, ter embates. O jogo do Jonas e outras formas de jogar, de outras pessoas, também chamaram minha atenção. Talvez tenha sido assertiva a leitura que fiz, porque ao longo do tempo ele confirmou esse caminho. Meu jeito calmo, quieto e atento me fez observar muito, e isso me ajudava a me posicionar de forma coerente“, concluiu.

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