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Globo Repórter desta semana retorna ao Parque Indígena do Xingu

Reportagem integra comemoração aos 50 anos do programa

Publicado em 19/04/2023

O respeito aos povos originários, a preservação da natureza, a denúncia de crimes ambientais e o pioneirismo na divulgação do conceito de sustentabilidade são pilares do Globo Repórter há cinco décadas.

No programa da próxima sexta-feira (21), ainda na semana em que se celebra o Dia dos Povos Indígenas (19 de abril), o jornalístico revê sua história de defesa dos povos originários. Com a jornalista Beatriz Castro, o Globo Repórter refaz o caminho até o Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, para visitar a aldeia dos kamayurá.

Em 2003, o repórter Ivaci Matias esteve no local para acompanhar o ritual do quarup, que pela primeira vez acontecia em homenagem a um homem branco, o sertanista Orlando Vilas Boas, criador do parque. 

É um povo que o Globo Repórter já tinha visitado. E desta vez, o programa vai confirmar que eles se mantêm resilientes, preservando a floresta. Eles são os verdadeiros guardiões desse patrimônio natural, fiéis aos seus costumes, a sua cultura, as suas tradições. É uma reverência aos povos originários através dos kamayurá”, conta Beatriz, que assina a reportagem do quarto programa especial dos 50 anos, dedicado ao meio ambiente. 

Desta vez, a reportagem dela vai apresentar um ritual de passagem pelo qual as meninas da etnia kamayurá passam. Diante de uma oca, com apenas um buraco no lugar da janela, a repórter explica que só por ali que Poca Toalo, de 13 anos, consegue ver o mundo.

A menina é filha dessa jovenzinha que achamos nos arquivos, a Cuiá Cuiá. Há 20 anos era ela que estava em reclusão. Só ir à escola era permitido”, e agora, é a vez da menina passar pelo rito de passagem para a vida adulta. “O isolamento pode durar até três anos”, completa.  

O programa vai trazer ainda cenas marcantes das mudanças sofridas pela Terra nos últimos 50 anos, com imagens deslumbrantes, algumas assustadoras, além do impacto na vida de quem assiste ao Globo Repórter.

Tasso Azevedo, engenheiro florestal e um dos mais conceituados estudiosos dos biomas brasileiros, não se esquece da primeira imagem de desmatamento que viu pela TV, exibida pelo programa, assim como da edição dedicada à morte de Chico Mendes.

O Globo Repórter, ao mostrar esse Brasil desconhecido e tão lindo, cria uma conexão afetiva nossa com a natureza, e também nos aproxima ao denunciar os problemas”, comenta. 

O Globo Repórter especial sobre o meio ambiente vai ao ar após o BBB 23, e está alinhado à Jornada ESG da Globo, que é signatária do Pacto Global, maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, e tem sua atuação pautada por compromissos alinhados aos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. 

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