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Lamentavelmente, reencontraremos em ‘O Conselho Verde’ tal proposta, de modo piorado, uma vez que também teremos uma narrativa das mais previsíveis.
Não será difícil imaginar que o público assíduo da série da HBO Max ficará em êxtase com os minutos finais deste mais recente episódio, porém, isso não exclui a realidade dos fatos: o roteiro da primeira temporada de A Casa do Dragão é o equivalente a um cachorro correndo atrás do próprio rabo, dando voltas em torno de si mesmo, movimentando-se sem realmente sair de sua situação de conforto.

A ausência de luz
Semanas atrás, alguns assinantes reclamaram do capítulo ‘Driftmark’, onde tudo estava muito escuro e não conseguiam ver com clareza o que estava acontecendo. Aquilo era, decididamente, uma escolha visual narrativa apropriada.
Agora, o protesto a respeito da ausência de luz em A Casa do Dragão é justo, entretanto, não é aquele que deixa as cenas mais escuras, mas o que não oferece qualquer contraponto à uma narrativa tão engessada como é o caso da série derivada de Game of Thrones para a HBO Max.
Apenas o competente Matt Smith consegue escapar das limitações do texto para oferecer algum sabor diferenciado nessa mistura efervescente. Talvez, tenhamos também algo assim por Helaena Targaryen (Phia Saban), pois ela aparenta ser a única entre todos aqueles que são descendentes ou ligados ao reino, mais consciente da realidade e perigo – apesar das excentricidades visíveis.

Sempre a mesma coisa
É muito prático estabelecer um paralelo entre A Casa do Dragão da HBO Max e O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder da Amazon Prime Video, até mesmo porque ambas são baseadas em obras de fantasia medieval de dois autores reconhecidos mundialmente, no caso, George R. R. Martin e J. R. R. Tolkien, respectivamente.
Também porque ambas ficaram se repetindo pelas respectivas primeiras temporadas, todavia, vemos pela produção da Amazon Prime Video, algo mais maduro e melhor escrito, além de emocionalmente mais carregado, consequentemente, mais relacionável para com o assinante.
Enquanto A Casa do Dragão está mais preocupada com manobras para ganhar pontos com o público, que fazem grande alarde mas não o suficiente para esconder as fragilidades de uma escrita delimitadora, especialmente nesta segunda parte da produção da HBO Max.
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