Ele não tem jeito e sabe disso. Ciente que repetirá em Família é Tudo a mesma estratégia de gravar finais alternativos como em suas últimas novelas, o autor Daniel Ortiz explicou o motivo pelo qual escreveu duas sequências inéditas para um dos casais do atual folhetim das 19 horas.
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Conforme Ortiz, os atores Daphne Bozaski (Lupita), Thiago Martins (Júpiter) e Daniel Rangel (Guto) gravaram desfechos opcionais para seus pares românticos. Até então, o que se sabe é que há dúvida na conclusão apenas deste casal, em meio aos inúmeros romances formados ao longo dos mais de 170 capítulos.
Para tanto, o autor de “Família é Tudo” explanou ao público sua decisão. Por meio dos stories de seu Instagram, Ortiz publicou uma imagem do trio Júpiter, Guto e Lupita e, na legenda, tratou de destacar: “Para não perder o costume, temos dois finais gravados”, reiterou, abrindo ainda mais uma enquete perguntando aos seus seguidores: “Com quem Lupita deve ficar?”.
Ao menos entre as pessoas que seguem o novelista, Júpiter tem preferência disparada, com mais de 70% dos votos, enquanto Guto somou quase 30%.
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No entanto, vale destacar que, assim como em outras ocasiões, a decisão de gravar um final alternativo para “Família é Tudo” acaba por ser esdrúxula. Isso porque, das outras duas vezes em que Daniel Ortiz acionou o elenco e até convocou participações especiais para rodar finais “extras”, as cenas acabaram jogadas no lixo.
Recapitulando os antecedentes de Família é Tudo…
Durante a pandemia do Coronavírus, em 2021, quando a novela “Haja Coração” (2016) – também da autoria de Ortiz – era reprisada em horário nobre pela TV Globo, o escritor convocou os atores João Baldasserini e Mariana Ximenes para gravarem um final inédito para a reprise. Contudo, a cena em que seus personagens Tancinha e Beto terminavam por se casar jamais foi exibida ou disponibilizada pela emissora.
O mesmo aconteceu com “Salve-se Quem Puder”, outra novela assinada por Ortiz, e naquele mesmo ano. Desta vez, os atores (Luna), Rodrigo Simas (Alejandro), Felipe Simas (Téo), Vitória Strada (Kyra), Thiago Fragoso (Alan) e Bruno Ferrari (Rafael) gravaram mais de uma versão para seus desfechos românticos.
No balaio de “Salve-se Quem Puder”, até Mariana Ximenes foi convocada para ser um par alternativo de Téo. Mas, assim como em “Haja Coração”, nada foi ao ar e a emissora, inclusive, se recusou a liberar as sequências inéditas para os telespectadores por meio de plataformas online.
E olha que o autor mobilizou uma galera ainda durante a pandemia, com máscaras, restrições e acrílicos. Tudo para nada ser exibido.
Final de Família é Tudo se aproxima
Como sempre, Daniel costuma seguir os caminhos mais óbvios e não surpreende o público, que já sabe qual será a escolha do novelista para determinado casal. Ao escrever versões alternativas, ele só toma tempo da equipe e desgasta os atores – mas aguça a audiência, esta que adora criar esperanças e expectativas sobre finais que sabem que não terão.
No fim de tudo, a decisão de filmar cenas a mais sabendo que elas serão descartadas se torna desnecessária e resulta em apenas um propósito: engajamento.
“Família é Tudo” termina na sexta-feira, dia 27 de setembro. A trama será substituída por “Volta por Cima”, novela que explorará o universo de uma empresa de transporte coletivo. Veja:
