Daniel Filho foi o ator que deu vida a Rubinho na primeira versão de Vale Tudo. No remake, quem interpreta o personagem, ex-marido de Raquel e pai de Maria de Fátima, é Julio Andrade. Aos 87 anos, Filho está desde 1990 sem papel fixos em novelas.
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Daniel começou a carreira como ator nos anos 1950 e 60. Atuou em novelas da TV Tupi e TV Rio, e logo se destacou. Mas foi na Globo, ainda nos seus primeiros anos, que ele se firmou — tanto atuando como dirigindo e prduzindo.

Muitos consideram Daniel Filho figura essencial para que acontecesse o desenvolvimento do padrão de qualidade das novelas brasileiras, dirigindo e produzindo algumas das mais emblemáticas produções da emissora. Beto Rockfeller (1968), Irmãos Coragem (1970), Selva de Pedra (1972) e O Casarão (1976) são alguns exemplos.
O que muita gente não sabe é que Daniel Filho foi casado com algumas famosas. Betty Faria e Regina Duarte foram suas esposas, por exemplo. E sua primeira mulher, Dorinha Duval, atriz e cantora, carrega uma polêmica do passado.
Dorinha Duval, que trabalhou em várias novelas da Globo e teve uma filha com Daniel Filho, a atriz Carla Daniel.

Em 1980, Dorinha matou seu então marido, o empresário Paulo Sérgio Garcia Alcântara, com três tiros. O crime aconteceu na casa do casal, no Rio de Janeiro.
Dorinha alegou ter agido em legítima defesa, após anos de agressões físicas e psicológicas sofridas durante o relacionamento. Ela afirmou que Paulo Sérgio era extremamente violento e que ela vivia com medo constante.

Durante o julgamento, sua defesa alegou que ela sofria de violência doméstica — um tema que ainda era pouco debatido na época, mas que ganhou força posteriormente. Apesar da argumentação, ela foi condenada a seis anos de prisão, mas cumpriu três anos em regime fechado.
Após sair da prisão, Dorinha Duval se afastou da televisão e levou uma vida discreta. Ela deu poucas entrevistas sobre o caso, mas chegou a falar sobre sua história em programas como o “Arquivo N” da TV Globo e outros documentários.
O caso teve grande repercussão porque envolvia uma figura pública, e também porque trouxe à tona a discussão sobre violência contra a mulher, ainda bastante invisibilizada na época.

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