O MPMT (Ministério Público do Estado de Mato Grosso) abriu investigação contra o padre Paulo Antônio Müller, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Tapurah (a 451 km de Cuiabá), que durante uma missa chamou os repórteres Pedro Figueiredo e Erick Rianelli, da Globo, de “veadinhos”.
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“A gente gente faz o namoro não como a Globo apresentou essa semana, dois ‘veados’, desculpa, mas dois ‘veados’, um repórter para um veadinho chamado Pedrinho. ‘Ai, faz o almoço que eu estou chegando’. Ridículo”, disse o padre ao defender o casamento apenas entre um homem e mulher. As declarações foram homofóbicas e os jornalistas da Globo estão casados há três anos.
“O Ministério Público do Estado de Mato Grosso informou que instaurou procedimento investigatório para apurar os fatos e colher os subsídios necessários para adoção de medida judicial cabível. O Ministério Público Estadual, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos e Diversidades, repudia qualquer tipo de discurso de ódio. Reitera que as declarações efetuadas pelo padre extrapolaram a liberdade religiosa e que podem até mesmo resultar na propositura de medidas extrajudiciais, de ação civil pública por dano moral coletivo causado à sociedade, bem como ação penal, por eventual crime cometido”, informou o MP em nota.
O casal de jornalistas recebeu apoio de colegas da imprensa, telespectadores e do padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo e uma das mais importantes lideranças católicas no Brasil.
Em seu Instagram, Pedro Figueiredo compartilhou o vídeo ironizado pelo padre, em que seu marido, Erick Rianelli, lhe fez uma declaração de amor surpresa ao vivo no Bom Dia RJ, telejornal local da Globo para o Rio de Janeiro, no Dia dos Namorados de 2020. “A Oração de São Francisco diz: ‘Onde houver ódio, que eu leve o amor’. É assim que vamos seguir em frente”, protestou o jornalista.
