Em 2018 a jornalista e apresentadora Márcia Dutra celebra 28 anos de televisão. Com passagens por afiliadas da Globo e Bandeirantes, em Santa Catarina, e ainda pela TV Cultura e TV Brasil de São Paulo, a profissional segue à frente do reality Rainha das Compras, exibido dentro do Mulheres da TV Gazeta.
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Sucesso pela Europa, o quadro chega ao fim da primeira temporada nesta quinta, 20/12, com o desafio de mostrar para o púbico da atração que é possível sim se vestir bem gastando pouco e ainda valorizando a moda nacional e a diversidade. A grande final será disputada por Sonia Lago 60, Bruna Resta 24 e Gerlen Moura 25, com direito a um prêmio surpresa. Ao longos dos oito episódios, cada participante levou pra casa os looks que montou sob a orientação de Márcia.
Rainha das Compras é inspirado na versão original de Shopping Monsters, da produtora Global Agency, da Turquia. O projeto foi adquirido por Márcia Dutra após perceber o sucesso da edição francesa Les Reines du Shopping, apresentada pela brasileira Cristina Córdula, quando cursou moda na IFM (Institut Français de la Mode.
Diversidade
O reality estreou no dia 25/10 com três competidoras. Cada uma delas tinha um orçamento pré-definido, R$500,00, para, em um tempo determinado, produzir um look completo para o tema proposto. Diferentes estilos estiveram na pauta da atração como looks para formatura, praia, churrasco e outros eventos conhecidos do dia a dia do público brasileiro.
Em entrevista ao Observatório da Televisão, Márcia revelou que chegou a fazer testes para substituir Regina Volpato em 2009, quando a atual apresentadora do Mulheres deixou o comando do Casos de Família, comandando desde então por Christina Rocha.
Edições especiais
Márcia entrou no jornalismo como uma segunda opção. Seu sonho mesmo era ter cursado moda. Ainda no bate-papo, a apresentadora disse que a atração poderá contar com convidados diversos, entre eles, casais homoafetivos em edições especiais como dia dos namorados. Confira!
Como a moda e o jornalismo se relacionam na sua vida?
“Eu gostaria de ter feito moda, mas naquela época não tinha cursos. Fiz jornalismo pensando em ser repórter de revista, mas aí a TV me atropelou. Cobri muitas enchentes em Blumenau, uma das piores da história da cidade. Fui editora-chefe e âncora em jornais da Globo e Bandeirantes em Santa Catarina, além da TV Cultura no hardnews“.
Moda e jornalismo
E agora você tem a moda e a TV juntos…
“É uma delícia. Estou conseguindo juntar televisão e moda”.
Quando você olha a história da moda e o quanto a moda é importante para entender a nossa história…
“Morro de orgulho. Concordo com o João Braga, estilista e professor, moda deveria ser ensinada na escola. Moda faz parte da civilização”.
E fazer parte da história do Mulheres?
“Pra mim é um orgulho. Uma felicidade enorme fazer parte de um programa que faz parte da história da televisão”.
É possível aprender mais sobre moda, economizar nas compras?
“Sim, tudo isso e muito mais. A gente respeita o estilo de cada um. Ela tem que cumprir os desafios dentro daquele tema. Um dos desafios é mostrar que a gente faz moda com modelagem bacana com preço bom como na região do Bom Retiro [centro de São Paulo]. Nada contra ter marcas, eu tenho coisas que não saem de moda nunca como óculos, sapato, mas você pode montar um baita de um look gastando menos que R$500 reais, que é o teto. Quando chegou a crise, muitos maridos viraram Uber. Essas mulheres também podem vender essas roupas e ganharem um dinheiro”.
O quadro poderá contar com edições especiais e contando com uma diversidade maior dos participantes?
“Já tivemos convidadas altas, baixas, magras, gordas, negras, brancas. Tem uma edição com uma convidada de dezenove e outra de sessenta anos. Isso é o Brasil, gente. Quem sabe uma edição do dia dos namorados com casais, homem e homem, mulher e mulher, homem e mulher. Já tivemos uma trans”.
