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Joia falsa, denúncias e separação: Globo esquenta Quem Ama Cuida em 3 capítulos (25 a 01/08)

Trama entra em sua semana decisiva na programação

Publicado em 22/07/2026

Há semanas em que uma novela simplesmente avança. E há aquelas em que a história muda de direção. Quem Ama Cuida entra justamente nesse segundo momento ao concentrar, em poucos capítulos, uma sequência de acontecimentos que atinge seus personagens mais influentes. A trama deixa para trás o jogo de ameaças veladas e passa a transformar segredos em consequências, fazendo com que antigas certezas desmoronem quase ao mesmo tempo.

A primeira grande virada envolve Ademir (Dan Stulbach). A denúncia de assédio apresentada por Suely ganha força quando Pedro (Chay Suede) assume sua defesa e o advogado passa a enfrentar uma crise pública. Intimado a depor, ele chega à delegacia cercado pela imprensa, descobre que outras mulheres pretendem denunciá-lo e vê clientes importantes cancelarem contratos. Como se não bastasse, Dora (Mariana Ximenes) decide encerrar o casamento, deixando claro que a crise profissional já contaminou também sua vida pessoal.

Na Joalheria Brandão, a situação de Pilar (Isabel Teixeira) também se complica. Convencida de que havia sido vítima de um roubo, ela acusa funcionários pelo desaparecimento de um anel. O constrangimento aumenta quando Carmita (Deborah Evelyn) devolve a peça e revela que a joia é falsa. Pressionada, Ingrid (Agatha Moreira) admite ter entregue um protótipo à própria mãe, prometendo substituí-lo apenas após a conclusão da compra. A revelação expõe uma ruptura de confiança justamente entre mãe e filha, em um momento delicado para a administração da empresa.

O acerto de Quem Ama Cuida está em reunir esses conflitos sem permitir que um apague o outro. A denúncia que derruba Ademir, a descoberta da joia falsa e a separação de Dora funcionam como peças de uma mesma engrenagem narrativa. Mais do que produzir impacto, a novela reorganiza suas relações de poder e inaugura uma fase em que personagens antes intocáveis passam a experimentar aquilo que sempre impuseram aos demais: a perda do controle sobre a própria história.

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