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Volta por cima: Quem Ama Cuida reserva o capítulo mais emocionante de Dora

Trama entra em sua semana decisiva na programação

Publicado em 21/07/2026

Há personagens que atravessam uma novela reagindo aos acontecimentos e há aqueles que, em determinado momento, passam a conduzi-los. Em Quem Ama Cuida, Dora pertence ao segundo grupo. Depois de conviver com dúvidas, silêncios e sucessivas decepções, ela chega ao ponto em que permanecer na mesma vida exige mais coragem do que abandoná-la. É essa mudança de perspectiva que transforma um capítulo aparentemente íntimo em um dos mais importantes da trama.

A sequência começa a ganhar força quando Dora (Mariana Ximenes) percebe que as traições de Ademir (Dan Stulbach) não são um episódio isolado. O caso com Suely (Julia Stockler) se soma às denúncias de assédio que passam a cercar o advogado, abalando a reputação construída ao longo dos anos. O homem que sempre controlou os acontecimentos vê sua imagem ruir diante da Justiça, dos clientes e da própria família. Pela primeira vez, as justificativas deixam de convencer até quem esteve ao seu lado durante tanto tempo.

É nesse contexto que Dora protagoniza o capítulo mais emocionante de sua trajetória. Sem recorrer ao confronto exagerado, ela expulsa Ademir de casa e comunica que o casamento chegou ao fim. A decisão marca o rompimento definitivo com uma relação sustentada por mentiras e manipulação. Enquanto o advogado assiste ao cancelamento de compromissos profissionais e tenta, em vão, encontrar apoio para recuperar a antiga vida, Dora recupera aquilo que perdeu ao longo dos anos: a autonomia para escolher o próprio caminho.

O acerto de Quem Ama Cuida está em compreender que emoção não depende apenas de grandes revelações. Ela nasce quando uma personagem encontra força para interromper um ciclo que parecia inevitável. Dora não protagoniza uma cena memorável porque derrota Ademir diante de todos. Ela emociona porque decide não carregar mais o peso das escolhas dele. É uma catarse construída com paciência, coerente com a trajetória da personagem e daquelas que justificam por que a teledramaturgia ainda encontra seus momentos mais fortes quando transforma libertação em espetáculo humano.

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