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Após descobrir toda a verdade, Dora toma decisão que muda Quem Ama Cuida (27 a 03/08)

Trama entra em sua semana decisiva na programação

Publicado em 21/07/2026

Há momentos em que uma novela deixa de contar a história de um casamento para narrar o nascimento de uma nova personagem. Não porque ela mude de personalidade, mas porque finalmente decide interromper o ciclo que a mantinha presa. Em Quem Ama Cuida, esse instante chega quando Dora percebe que insistir na relação já não é um gesto de amor, e sim de renúncia. A descoberta da verdade não apenas desmonta sua vida conjugal, como redefine os rumos da trama.

O ponto de ruptura acontece quando Dora (Mariana Ximenes) reúne as peças que faltavam para enxergar quem realmente é Ademir (Dan Stulbach). As traições com Suely (Julia Stockler) deixam de ser um segredo doméstico e passam a dividir espaço com denúncias de assédio feitas por outras mulheres. O advogado, durante tanto tempo protegido pela imagem de profissional respeitável e marido exemplar, vê sua fachada ruir à medida que sua vida dupla vem à tona. O escândalo ultrapassa os limites da família e alcança também sua carreira, colocando em xeque o prestígio que levou anos para construir.

É diante desse cenário que Dora toma a decisão mais importante de sua trajetória. Sem explosões ou discursos inflamados, ela coloca Ademir para fora de casa e encerra um casamento sustentado por mentiras. O gesto muda o eixo da novela porque retira do vilão o controle que sempre exerceu sobre quem estava ao seu redor. Enquanto ele perde clientes, influência e credibilidade, Dora recupera a autonomia para reconstruir a própria vida sem carregar o peso das escolhas do marido.

O mérito de Quem Ama Cuida está em compreender que a emoção não nasce apenas da queda de um antagonista. Ela se fortalece quando uma personagem deixa de aceitar o papel que lhe foi imposto. Dora não protagoniza uma cena memorável porque derrota Ademir diante do público. Ela se torna inesquecível porque escolhe, finalmente, não viver mais à sombra dele. É uma virada que transforma a narrativa e reafirma uma das maiores virtudes da teledramaturgia: fazer da coragem íntima um grande acontecimento.

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