Foco na TV

2ª fase: 8 reviravoltas colocam Adriana um passo da vitória em Quem Ama Cuida

Trama entra em sua semana decisiva na programação

Publicado em 21/07/2026

As novelas costumam reservar suas grandes viradas para os capítulos finais. Quem Ama Cuida escolhe outro caminho. A segunda fase acelera o ritmo da narrativa e transforma a protagonista na força motriz da história. Depois de passar boa parte da trama reagindo aos golpes dos adversários, Adriana finalmente assume o controle dos acontecimentos e faz seus inimigos perceberem que o tempo da impunidade está chegando ao fim.

A primeira grande mudança acontece com a queda de Ademir (Dan Stulbach). A denúncia articulada por Adriana (Letícia Colin) ao lado de Suely (Júlia Stockler) leva o advogado à delegacia sob o cerco da imprensa, enquanto novas vítimas decidem romper o silêncio. A reputação construída ao longo de anos começa a ruir, clientes abandonam o escritório e até Pedro (Chay Suede), responsável pela defesa das denunciantes, passa a enxergar o pai por uma perspectiva completamente diferente. Paralelamente, Brigitte (Tatá Werneck) surpreende ao afirmar que acredita na inocência de Adriana, fortalecendo ainda mais a protagonista.

A ofensiva também alcança Pilar (Isabel Teixeira). O escândalo envolvendo o anel falso abala sua autoridade, as suspeitas se multiplicam dentro da família e o sequestro de Elisa expõe o desespero da empresária para manter tudo sob controle. Ao mesmo tempo, Dora rompe definitivamente com Ademir, Otoniel (Tony Ramos) revive suas lembranças ao reencontrar Francesca (Nathalia Dill)Bruna (Fernanda Marques) passa a desconfiar da relação entre Pedro e Adriana e Joel surge disposto a conquistar espaço na vida da fisioterapeuta.

O acerto dessa sequência está em compreender que a vitória de uma protagonista não acontece quando ela derrota seus inimigos, mas quando deixa de ser definida por eles. Quem Ama Cuida inaugura uma nova etapa em que Adriana já não corre atrás da verdade — ela passa a conduzi-la. A distância entre a heroína e seus algozes diminui a cada capítulo, e a sensação que fica é a de que, pela primeira vez, a justiça deixou de ser apenas uma promessa para se tornar uma possibilidade concreta.

O conteúdo veiculado nesta coluna é de total responsabilidade do colunista parceiro. As opiniões e informações aqui expressas não são de responsabilidade do Grupo Observatório.

Assuntos relacionados: