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Sem aviso: Depois de tudo o que sofreu, Adriana deve se vingar em Quem Ama Cuida?

Trama entra em sua semana decisiva na programação

Publicado em 12/07/2026

Há personagens que conquistam o público pela força. Adriana conquista pela resistência. Em Quem Ama Cuida, a protagonista retorna da prisão carregando uma dor que não cabe apenas na palavra injustiça. Foram anos perdidos, uma reputação destruída e um futuro interrompido por uma condenação que ela insiste em dizer que nunca deveria ter existido. Diante desse passado, a vingança deixa de parecer um gesto impulsivo e passa a surgir como consequência natural de quem teve a própria vida arrancada.

Adriana (Letícia Colin) não quer apenas recuperar o tempo perdido. Ela deseja responsabilizar aqueles que acredita terem participado da armação que a levou à cadeia, entre eles Ademir (Dan Stulbach). A novela acerta ao evitar transformar essa escolha em um simples confronto entre mocinhos e vilões. Em vez disso, apresenta uma mulher que tenta reconstruir a própria identidade enquanto descobre que a justiça nem sempre caminha na mesma velocidade da dor.

É justamente nessa ambiguidade que a personagem cresce. O público compreende sua revolta, torce para que a verdade apareça e espera que os culpados respondam pelos próprios atos. Ao mesmo tempo, permanece a dúvida que sustenta os melhores dramas: até que ponto a vingança representa liberdade e em que momento ela passa a aprisionar quem mais sofreu? Quem Ama Cuida não oferece respostas fáceis. Prefere lançar a pergunta ao espectador e transformar Adriana em um retrato das contradições humanas diante da injustiça.

Quem Ama Cuida é criada e escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, com colaboração de Wendell Bendelack, Martha Mendonça, Julia Laks e Bruno Segadilha. A novela tem direção artística de Amora Mautner, direção geral de Caetano Caruso e direção de Alexandre Macedo, Nathalia Ribas, Augusto Lana, Fábio Rodrigo e Rodrigo Olliveira. A produção é de Mauricio Quaresma e Isabel Ribeiro, a produção executiva, de Lucas Zardo e a direção de dramaturgia, de José Luiz Villamarim. 

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