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Tatá Werneck revela condição de Brigitte e muda leitura da personagem em Quem Ama Cuida

Atriz explicou que a filha de Pilar vive um quadro chamado erotomania borderline, marcado por obsessão amorosa, rejeição difícil e apego intenso

Publicado em 19/06/2026

Há personagens que entram em uma novela pelo humor, pela excentricidade ou pelo exagero aparente, mas acabam revelando uma camada mais incômoda quando o público entende o que move seus gestos. Em Quem Ama Cuida, a explicação dada por Tatá Werneck sobre sua personagem ajuda a deslocar a leitura da trama. O que poderia parecer apenas comportamento impulsivo passa a ser observado por outra lente: a de uma obsessão afetiva que mistura paixão não correspondida, medo de rejeição e dificuldade de aceitar limites.

Brigitte (Tatá Werneck), filha de Pilar (Isabel Teixeira), sofre de um quadro descrito como erotomania borderline. A expressão, segundo a explicação apresentada, não é um diagnóstico médico formal, mas um conceito psiquiátrico usado para descrever um apego amoroso tumultuado. Nesse tipo de construção, a pessoa pode alimentar uma paixão avassaladora por alguém que não corresponde ao sentimento, criando uma fantasia de reciprocidade e reagindo com intensidade quando se depara com frustração, afastamento ou rejeição.

A condição ajuda a explicar a forma como Brigitte se relaciona com o desejo e com a ideia de controle. A personagem pode idealizar de maneira extrema quem desperta sua paixão, acreditar que há sinais de amor onde talvez exista distância e demonstrar grande dificuldade em lidar com a recusa. A virada importante é que essa obsessão não funciona apenas como traço cômico ou excêntrico, mas como motor dramático, capaz de aproximar afeto, ressentimento e comportamento impulsivo dentro da novela das nove da Globo.

A diferença em relação à erotomania clássica, conforme a explicação, está na instabilidade da crença. Na forma tradicional, haveria um delírio rígido e persistente de ser amado. Já na chamada erotomania borderline, essa convicção tende a ser mais flutuante e ligada a gatilhos emocionais. Em Quem Ama Cuida, a revelação torna Brigitte uma personagem menos simples do que parece à primeira vista. Tatá Werneck ganha, assim, um material dramático delicado: transformar excesso em sintoma, humor em desconforto e paixão em risco narrativo.

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