Uma sequência brutal vai mostrar que A Nobreza do Amor entrou em uma fase sem retorno. Depois de ordenar a morte de um jornalista estrangeiro, o rei de Batanga voltará ao palácio disposto a apagar o crime como se a vítima nunca tivesse pisado no reino. A cena promete deixar claro que a tirania de Jendal ultrapassou qualquer limite.
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Jendal (Lázaro Ramos) retornará ao palácio depois de mandar Pascoal (Luciano Quirino) jogar Robert Abu (Reynaldo Machado) no poço das serpentes. Em vez de demonstrar culpa ou medo, o vilão surgirá com frieza absoluta e tentará convencer todos ao redor de que o jornalista norte-americano jamais esteve em Batanga.
A primeira a desconfiar será Kênia (Nikolly Fernandes). Estranhando a rapidez do passeio noturno e a ausência do convidado, ela questionará o pai sobre o paradeiro de Robert. A resposta de Jendal será cínica: ele negará conhecer qualquer jornalista e ainda insinuará que a filha pode ter sonhado com a presença do estrangeiro.
O silêncio de Chinua (Hilton Cobra), porém, entregará que algo terrível aconteceu. Ao notar a expressão abalada do conselheiro, Kênia entenderá que a ausência de Robert esconde uma violência real. Desolada com a maldade do pai, ela deixará a sala do trono.
A crueldade ficará ainda maior quando Jendal zombar da própria filha, atribuindo o incômodo dela a supostos humores femininos. A frase reforçará o desprezo do vilão por qualquer forma de dor, lucidez ou contestação dentro do palácio.
Sozinho com Jendal, Chinua tentará alertá-lo sobre a gravidade do crime. O conselheiro lembrará que assassinar um cidadão norte-americano pode provocar uma crise diplomática e colocar Batanga na mira de potências estrangeiras, com risco de represálias e sofrimento para inocentes.
Mas Jendal não demonstrará medo de uma guerra. Ao contrário: revelará sua estratégia de censura e apagamento. Para ele, Robert Abu nunca esteve em Batanga, nunca se aproximou do país e qualquer um que diga o contrário poderá ter o mesmo destino.
Com isso, A Nobreza do Amor entrega uma das cenas mais sombrias da trama. A morte de Robert não será apenas um assassinato cruel, mas uma tentativa de reescrever a realidade pela força. Jendal acredita controlar até a memória dos outros, mas o crime contra um jornalista estrangeiro pode ser justamente o tiro no pé que vai levar sua tirania ao colapso.
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