VIDA PESSOAL

Sheron Menezzes expõe drama vivido longe das novelas: “É muito puxado”

Atriz abriu o coração ao falar sobre as dificuldades enfrentadas durante as tentativas de aumentar a família

Publicado em 05/06/2026

A atriz Sheron Menezzes surpreendeu os seguidores ao compartilhar um relato íntimo nas redes sociais. Em um vídeo publicado em seu perfil, ela contou que enfrenta, há três anos, a tentativa de engravidar novamente. O depoimento trouxe à tona as emoções, dúvidas e frustrações que acompanham o processo, revelando um lado pouco visto da artista.

Mãe de Benjamin, de oito anos, Sheron explicou que a rotina de quem sonha com uma nova gestação pode ser marcada por ansiedade constante. Segundo ela, a cada mês surgem sinais e expectativas que alimentam a esperança de uma gravidez, até que o resultado negativo aparece novamente.

Durante o desabafo, a atriz também revelou que decidiu congelar óvulos, buscando preservar as chances de ampliar a família no futuro. Ela contou ainda que, em determinado momento, chegou a acreditar que estava grávida após interpretar um teste como positivo horas depois de realizá-lo, mas outros exames acabaram descartando a gestação.

Ao longo do relato, Sheron falou sobre o impacto que o processo provoca na vida pessoal e profissional. A atriz destacou a pressão emocional vivida pelo casal, a perda da espontaneidade na relação e a dificuldade de equilibrar o desejo da maternidade com os compromissos da carreira. Segundo ela, tudo ficou ainda mais intenso quando recebeu uma proposta importante de trabalho justamente no momento em que tentava decidir se deixaria, mais uma vez, o sonho de ter outro filho em segundo plano.

“Há três anos eu vivo a ansiedade, o nervosismo, as sensações de estar grávida, porque é assim que a gente sente, tá? A gente fala: ‘Esse mês eu estou’. Aí você começa a sentir as coisas e aí tem uma negativa. É muito puxado ser tentante”, disse ela.

Como funciona o congelamento de óvulos

A relação entre idade e fertilidade feminina já é amplamente conhecida: com o passar dos anos, as chances de engravidar diminuem, especialmente após os 35. Mas afinal, existe uma idade limite para congelar óvulos? De acordo com o médico Rodrigo Rosa, diretor clínico da Mater Prime, quanto mais cedo o procedimento é realizado, maiores são as probabilidades de sucesso no futuro. Segundo ele, o cenário ideal é fazer o congelamento antes dos 35 anos, fase em que a quantidade e a qualidade dos óvulos ainda são mais favoráveis. Apesar disso, o procedimento ainda pode ser realizado até os 41 ou 42 anos. Após os 43, porém, as chances de os óvulos resultarem em uma gestação caem consideravelmente, embora cada caso precise ser analisado de forma individualizada. A clínica ressalta ainda que fatores como reserva ovariana e os objetivos da paciente têm peso maior do que apenas a idade isoladamente.

O especialista explica que o congelamento de óvulos é feito por meio da criopreservação das células reprodutivas em nitrogênio líquido a -196°C, o que interrompe completamente o metabolismo celular sem comprometer a viabilidade dos óvulos. Todo o processo costuma durar cerca de três semanas. Inicialmente, são realizados exames para avaliar a qualidade dos óvulos e, em muitos casos, a paciente utiliza anticoncepcionais por uma ou duas semanas para suspender temporariamente a ação hormonal natural — etapa que pode ser dispensada em situações urgentes, como antes de tratamentos contra o câncer. Na sequência, hormônios são administrados durante aproximadamente dez dias para estimular os ovários a amadurecer múltiplos óvulos. Quando atingem o estágio adequado, eles são coletados com auxílio de sedação, por meio de uma agulha introduzida pela vagina e guiada até os ovários por ultrassom.

Embora seja considerado seguro, o tratamento pode provocar alguns efeitos colaterais temporários relacionados à estimulação hormonal. Dor de cabeça, inchaço, alterações emocionais, náuseas e dores musculares estão entre os sintomas mais comuns, semelhantes aos observados na TPM. Segundo Rodrigo Rosa, essas reações tendem a desaparecer após o término da estimulação e podem ser controladas com acompanhamento médico adequado.

Após o congelamento, os óvulos podem permanecer armazenados por longos períodos sem perda significativa de qualidade. Quando a mulher decide engravidar, o processo segue para a Fertilização In Vitro (FIV), em que o óvulo é fecundado em laboratório e o embrião posteriormente transferido para o útero. Ainda assim, o congelamento não representa garantia absoluta de gravidez futura. Parte dos óvulos pode não resistir ao descongelamento ou não ser fecundada com sucesso. Além disso, embora os óvulos permaneçam preservados, o corpo da mulher continua envelhecendo. Para o especialista, planejamento é essencial para transformar o congelamento de óvulos em uma alternativa que amplia as possibilidades de maternidade e oferece mais liberdade de escolha às mulheres.

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