Uma das cenas mais duras de A Nobreza do Amor promete provocar indignação no público. Em meio à fome, à crise política e ao sofrimento da população de Batanga, uma ajuda internacional chega como esperança. Mas o gesto humanitário acaba virando combustível para uma nova demonstração de crueldade e autoritarismo dentro do reino.
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Tudo começa após a repercussão mundial do artigo escrito por Nilo Peçanha (Deo Garcez) sobre o golpe de Estado em Batanga. Chinua (Hilton Cobra) informa que um navio vindo da Dinamarca atracou no porto carregado de água potável e alimentos para a população faminta. A notícia, que deveria ser recebida como alívio, provoca a fúria de Jendal (Lázaro Ramos), que enxerga a ajuda como afronta à sua autoridade.
Sob ordens do monarca, Pascoal (Luciano Quirino) confisca caixas de madeira e sacos de mantimentos trazidos pelos dinamarqueses. Tudo é empilhado no centro da praça, cercado por lenha, diante dos olhos assustados do povo. Kênia e Mr. Campbell (Michel Blois) ainda tentam intervir, alertando sobre a fome da população e a péssima repercussão internacional, mas Jendal se mantém irredutível.
A revolta maior vem quando os donativos são incendiados em praça pública, diante da população e dos membros da resistência. O rei acompanha tudo de perto e transforma a destruição dos alimentos em discurso de força, afirmando que Batanga não aceitará o que chama de esmola estrangeira. Com isso, A Nobreza do Amor escancara o limite da tirania de Jendal e prepara uma reação ainda mais forte contra seu domínio.
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