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Afinal, Pedro é vilão ou mocinho em Quem Ama Cuida? Verdade sobre personagem vai surpreender

Advogado vivido por Chay Suede é íntegro e idealista, mas novela abre brechas para o público desconfiar dele por muito tempo

Publicado em 26/05/2026

Há mocinhos que entram em cena com certificado de pureza pendurado no pescoço. Não é o caso aqui. Em Quem Ama Cuida, Pedro será apresentado como um homem correto, sensível e movido por princípios, mas a novela fará algo mais interessante do que apenas entregar um herói pronto: vai deixar pequenas rachaduras na imagem dele, o suficiente para o público se perguntar se está diante de um mocinho clássico ou de alguém capaz de surpreender.

Pedro (Chay Suede) é filho de Ademir (Dan Stulbach), enteado de Dora (Mariana Ximenes) e afilhado de Arthur (Antonio Fagundes). Advogado idealista, ele conhece Adriana (Letícia Colin) em um abrigo, logo depois da enchente que destrói a vida da protagonista. O primeiro vínculo entre os dois nasce da admiração humana, antes mesmo do romance. Ele se impressiona com a força dela, tenta ajudar sua família e passa a enxergar na jovem um afeto que cresce em meio ao caos.

A resposta, portanto, é clara: Pedro é mocinho, não vilão. Mas é um mocinho com zonas de sombra dramática. O próprio personagem será construído com brechas que fazem o espectador desconfiar de sua idoneidade por bastante tempo. Isso não significa que ele seja mau, e sim que a trama vai brincar com a dúvida, especialmente por causa da relação dele com o pai, um advogado de ética questionável, e por sua entrada em conflitos jurídicos, familiares e amorosos cada vez mais delicados.

O ponto mais forte de Pedro está justamente no contraste com Ademir. Ele se tornou advogado inspirado pelo pai, mas não aceita a forma como o criminalista conduz a própria carreira. Essa tensão entre amor e desapontamento será central. Em Quem Ama Cuida, Pedro quer sair do lugar em que está, mas ainda não sabe exatamente como. Adriana será uma das pessoas que o ajudam a encontrar esse caminho. Por isso, ele não é vilão nem pamonha: é um mocinho em construção, humano o bastante para errar, sofrer, ser questionado e ainda assim lutar por justiça.

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