Antes mesmo da estreia, Quem Ama Cuida já movimenta os bastidores da Globo por apostar em personagens emocionalmente complexos, figuras ambíguas e relações marcadas por obsessão, trauma e desejo de pertencimento. Em meio a uma trama construída sobre tragédia, herança e injustiça, três nomes aparecem como apostas fortes para conquistar o público logo nos primeiros capítulos da novela das nove.
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O primeiro deles é Otoniel (Tony Ramos). Longe do perfil tradicional dos patriarcas autoritários, ele surge como um homem rígido, silencioso e profundamente atravessado pela perda. Depois da enchente que destrói sua vida, passa a trabalhar em uma banca de flores diante de um cemitério, onde conhece Francesca. A construção melancólica do personagem, somada aos embates com Arthur por causa de Adriana, promete transformar Otoniel em uma das figuras mais humanas e emocionais da trama.
Outra personagem que já desperta enorme curiosidade é Brigitte (Tata Werneck). Conhecida pelo humor, a atriz aparece agora em um território mais dramático e emocionalmente instável. Filha rejeitada, intensa e obsessiva nos relacionamentos, Brigitte entra na novela carregando carências profundas e uma necessidade constante de ser amada. Sua obsessão por César ameaça destruir relações e promete revelar uma personagem menos caricata e muito mais dolorosa do que o público está acostumado a ver na trajetória da atriz.
Fechando a lista está Adriana (Letícia Colin), protagonista que concentra o eixo mais trágico da novela. Depois de perder marido, casa e estabilidade em um único dia, ela mergulha em uma sucessão de acontecimentos que culminam numa acusação de assassinato e anos de prisão. A força silenciosa da personagem, somada à busca por justiça e reconstrução emocional, coloca Adriana no centro de uma história de queda e sobrevivência que deve conduzir os principais mistérios de Quem Ama Cuida.
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