Convidada do programa Encontro com Patrícia Poeta exibido nesta segunda-feira (4), Débora Falabella surpreendeu ao revisitar um dos episódios mais curiosos de sua trajetória na TV. Enquanto comentava a reprise de Avenida Brasil nas tardes da Globo, a atriz trouxe à tona uma situação pouco comum que aconteceu nos bastidores de O Clone — e que, até hoje, soa quase inacreditável.
Veja também:
Na época em que interpretava Mel Ferraz, personagem em plena ascensão na trama, Débora foi afastada das gravações após ser diagnosticada com meningite viral. A pausa forçada, em um momento decisivo da novela, exigia uma solução rápida — e, considerando o período, sem os recursos tecnológicos que hoje poderiam facilitar esse tipo de imprevisto.
“Foi uma das coisas mais loucas que já aconteceram, que só a TV pode nos proporcionar. A novela estava acontecendo, a personagem no auge da sua… E aí eu fiquei com meningite, tive uma doença pela qual tive que ficar internada. Como é que resolve? Por que resolve? Porque não tinha inteligência artificial na época, né? Acho que hoje até conseguiria resolver”, disse Débora.
Foi então que surgiu uma alternativa tão improvável quanto eficaz. O diretor Jaime Monjardim decidiu recorrer a alguém que, segundo a própria atriz, poderia confundir até os mais atentos: sua irmã, Cynthia Falabella. A semelhança entre as duas, que varia ao longo do tempo, foi determinante para que Cynthia assumisse temporariamente o papel.
Apesar da experiência como atriz, Cynthia enfrentou um desafio significativo ao entrar em uma novela já em andamento, ainda mais em um papel complexo. Débora destacou a coragem da irmã ao aceitar a missão e revelou que o resultado surpreendeu: a atuação foi convincente a ponto de sustentar a continuidade da história sem grandes rupturas.
“Jaime tinha conhecido a minha irmã uns dias antes e a gente realmente se parece. Eu falo que, eu e Cynthia, a gente tem fases da vida em que a gente se parece muito, depois a gente fica diferente. Mas a gente tem um jeito parecido. Entrar numa novela acontecendo e fazer uma substituição é uma coisa difícil. E só uma pessoa que gosta muito da outra pra se colocar ali também, né? Porque eu falei assim: ‘Você tem que falar se você topa fazer, porque isso vai ser difícil’. E ela fez muito bem, ficou incrível, ela entregou algo que poderia ser eu. Foi realmente muito interessante”, Débora concluiu.
O conteúdo veiculado nesta coluna é de total responsabilidade do colunista parceiro. As opiniões e informações aqui expressas não são de responsabilidade do Grupo Observatório.
