Em A Nobreza do Amor, Ruan Aguiar faz da brevidade um trunfo. Sua participação pode até soar episódica no papel, mas não na presença. O ator entra em cena com segurança, ocupa o quadro com naturalidade e imprime uma intensidade que chama atenção sem esforço. Há domínio técnico, mas, sobretudo, há escuta, um recurso raro que sustenta a verdade do personagem.
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Como Fabrício, Ruan trabalha bem as nuances. Evita excessos, aposta em silêncios e pequenos gestos, construindo um tipo que se revela aos poucos. É um caminho mais difícil, especialmente em novelas, onde o ritmo costuma pedir mais ênfase. Ele vai na contramão e acerta. Sua interpretação não disputa atenção, ela atrai.
Na troca com Nicolas Prattes, o ganho é evidente. As cenas crescem porque há jogo. Um provoca o outro, no melhor sentido, criando tensão e ritmo. É nesse encontro que a trama respira melhor, encontrando densidade onde poderia haver apenas função narrativa. Quando dividem o espaço, a novela parece mais interessada em si mesma.
Ruan chega com bagagem consistente para quem ainda está em construção. De Um Lugar ao Sol a Fuzuê, passando por trabalhos no streaming, ele vem acumulando repertório e agora começa a transformar isso em assinatura. Em A Nobreza do Amor, mesmo com pouco tempo de tela, deixa uma impressão difícil de ignorar. Não é sobre quantidade de cenas, é sobre o que se faz com elas.
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