Após um longo intervalo longe de papéis antagônicos, Carol Castro volta a explorar a vilania em Quem É o Pai do Meu Bebê?, produção inédita do Globoplay que estreiou na terça-feira (21). Na história, ela dá vida a Suzy, uma mulher movida por desejos intensos e emoções mal resolvidas, cuja trajetória promete intrigar o público desde os primeiros capítulos. Há, no entanto, algo na construção da personagem que vai além da simples maldade, um tipo de escuridão que parece crescer aos poucos.
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Conhecida por trabalhos marcantes, a atriz revisita um território que não explorava desde sua atuação como Ruth em O Profeta. Agora, ao encarnar Suzy, ela se permite mergulhar em nuances ainda mais densas. A própria Carol sugere que pequenos gestos e referências do passado surgiram espontaneamente, como trejeitos e até um riso carregado de intenções. Ainda assim, faz questão de diferenciar: desta vez, a vilania parece ser mais consciente e, talvez, mais perigosa.
Por trás das atitudes frias, a personagem esconde um histórico emocional delicado, que ajuda a sustentar suas escolhas. A relação com Nina, interpretada por Bianca Comparato, revela uma dinâmica marcada por rivalidade e carência, especialmente no desejo constante por reconhecimento paterno. Esse sentimento, segundo a atriz, funciona como combustível para decisões que caminham por um terreno cada vez mais turvo, onde limites morais parecem facilmente ultrapassados.
O contraste com seu trabalho anterior chama atenção. Em Garota do Momento, sua personagem era vítima de manipulação, envolvendo inclusive o marido vivido por Fabio Assunção. Agora, o jogo se inverte de forma inquietante: Suzy assume o controle e passa a manipular a própria irmã, utilizando substâncias para alterar sua percepção da realidade. A mudança de posição, de alvo para agente, adiciona uma camada irônica à narrativa, que, nas palavras de Carol, pode surpreender mais do que aparenta à primeira vista.
“Eu tô me divertindo com ela. Porque faz muito tempo que eu não faço uma personagem assim… vilãzona. Acho que, mais do que tudo, o que motiva a Suzy é a validação do pai. Que ele se orgulhe dela. Porque as coisas que ela faz são sempre ruins… E aí o veneno vem. O veneno vem bonito. Tem esse lugar de ser próximo da Clarice, de dopar. Agora é ela que dá as gotinhas. Puro suco da maldade, do veneno. Realmente, eu achei o universo irônico, sabe? De colocar essa personagem logo depois da Clarice. Eu achei curioso, interessante, divertido…”, disse a atriz em comunicado oficial. A fala foi concedida originalmente ao jornalista Bruno Silvano, do Gshow.
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