NOVELINHA VERTICAL

Carol Castro retorna à vilania em Quem É o Pai do Meu Bebê?

Atriz aposta em papel carregado de ambição e conflitos familiares, com atitudes que podem surpreender o público

Publicado em 22/04/2026

Após um longo intervalo longe de papéis antagônicos, Carol Castro volta a explorar a vilania em Quem É o Pai do Meu Bebê?, produção inédita do Globoplay que estreiou na terça-feira (21). Na história, ela dá vida a Suzy, uma mulher movida por desejos intensos e emoções mal resolvidas, cuja trajetória promete intrigar o público desde os primeiros capítulos. Há, no entanto, algo na construção da personagem que vai além da simples maldade, um tipo de escuridão que parece crescer aos poucos.

Conhecida por trabalhos marcantes, a atriz revisita um território que não explorava desde sua atuação como Ruth em O Profeta. Agora, ao encarnar Suzy, ela se permite mergulhar em nuances ainda mais densas. A própria Carol sugere que pequenos gestos e referências do passado surgiram espontaneamente, como trejeitos e até um riso carregado de intenções. Ainda assim, faz questão de diferenciar: desta vez, a vilania parece ser mais consciente e, talvez, mais perigosa.

Por trás das atitudes frias, a personagem esconde um histórico emocional delicado, que ajuda a sustentar suas escolhas. A relação com Nina, interpretada por Bianca Comparato, revela uma dinâmica marcada por rivalidade e carência, especialmente no desejo constante por reconhecimento paterno. Esse sentimento, segundo a atriz, funciona como combustível para decisões que caminham por um terreno cada vez mais turvo, onde limites morais parecem facilmente ultrapassados.

O contraste com seu trabalho anterior chama atenção. Em Garota do Momento, sua personagem era vítima de manipulação, envolvendo inclusive o marido vivido por Fabio Assunção. Agora, o jogo se inverte de forma inquietante: Suzy assume o controle e passa a manipular a própria irmã, utilizando substâncias para alterar sua percepção da realidade. A mudança de posição, de alvo para agente, adiciona uma camada irônica à narrativa, que, nas palavras de Carol, pode surpreender mais do que aparenta à primeira vista.

“Eu tô me divertindo com ela. Porque faz muito tempo que eu não faço uma personagem assim… vilãzona. Acho que, mais do que tudo, o que motiva a Suzy é a validação do pai. Que ele se orgulhe dela. Porque as coisas que ela faz são sempre ruins… E aí o veneno vem. O veneno vem bonito. Tem esse lugar de ser próximo da Clarice, de dopar. Agora é ela que dá as gotinhas. Puro suco da maldade, do veneno. Realmente, eu achei o universo irônico, sabe? De colocar essa personagem logo depois da Clarice. Eu achei curioso, interessante, divertido…”, disse a atriz em comunicado oficial. A fala foi concedida originalmente ao jornalista Bruno Silvano, do Gshow.

O conteúdo veiculado nesta coluna é de total responsabilidade do colunista parceiro. As opiniões e informações aqui expressas não são de responsabilidade do Grupo Observatório.

Assuntos relacionados: