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Opinião: Romulo Estrela eleva o padrão em Três Graças e confirma força rara na dramaturgia

Com carisma incontestável e atuação sofisticada, ator transforma Paulinho em um dos grandes destaques da novela e brilha ao lado de Sophie Charlotte

Publicado em 17/04/2026

Romulo Estrela se consolida em Três Graças como um dos nomes mais seguros de sua geração, daqueles que não dependem de excessos para se impor em cena. Ao interpretar Paulinho Reitz, o ator encontra um ponto de equilíbrio cada vez mais raro na teledramaturgia atual: a combinação entre rigor técnico, leitura apurada de texto e uma entrega que privilegia o subtexto.

O policial vivido por ele foge do estereótipo. É íntegro, correto, mas também atravessado por dúvidas e afetos. Romulo trabalha essas camadas com inteligência, investindo em uma masculinidade sensível que não soa forçada nem programática. Há verdade na forma como o personagem se fragiliza, e isso amplia sua conexão com o público.

Não é apenas talento. Há carisma, e carisma não se compra nem se aprende. É presença, e Romulo tem. Ele ocupa a cena com naturalidade, conduz o olhar do espectador e sustenta a atenção mesmo nos momentos de maior silêncio. É um tipo de atuação que valoriza o detalhe e confia na inteligência de quem assiste.

A parceria com Sophie Charlotte é um capítulo à parte. A troca entre os dois qualifica a narrativa, dá densidade ao romance e acrescenta camadas ao conflito. Há sintonia, há escuta, há jogo. E quando isso acontece, a novela ganha.

No conjunto, Romulo Estrela não apenas se destaca. Ele se afirma. Em um horário exigente como o das nove, entrega consistência, elegância e uma interpretação que dialoga com o melhor da tradição da casa, sem abrir mão de frescor.

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