Nos próximos capítulos de A Nobreza do Amor, uma cena aparentemente comum ganhará contornos inquietantes ao revelar o primeiro grande abalo que Alika (Duda Santos) enfrentará em terras brasileiras. Longe de seu reino e escondida sob a identidade de Lúcia, a jovem chegará ao armazém de Barro Preto sem imaginar que, ali, viverá uma realidade até então desconhecida, e profundamente desconcertante.
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A presença da forasteira despertará o interesse de Marta (Emanuelle Araujo) e de sua filha, Virgínia (Theresa Fonseca). Sem saberem que estarão diante de uma princesa, as duas farão uma proposta direta: um trabalho como doméstica, com funções que incluirão limpar, cozinhar, lavar e passar. A oferta virá acompanhada de condições rígidas, moradia em um quarto nos fundos da casa e folgas apenas a cada quinze dias, dita com a naturalidade de quem não esperará questionamentos.
Para Alika, que terá sido treinada desde a infância para governar e não terá qualquer experiência com tarefas domésticas, o convite soará tão estranho quanto ofensivo. Sem compreender o motivo de ter sido escolhida para aquele tipo de trabalho, ela questionará as razões por trás da suposição. A resposta de Virgínia, no entanto, carregará um peso difícil de ignorar: “Isso fará parte do trabalho de uma serviçal”, dirá, em um momento que deixará no ar mais do que simples desconhecimento.
De volta ao lar, a jovem compartilhará o episódio com seus tios, José (Bukassa Kabengele) e Teresa (Ana Cecília Costa), e receberá uma explicação que ampliará ainda mais o impacto da situação. Eles revelarão que, no Brasil da década de 1920, a abolição da escravidão ainda será recente, e que suas marcas ainda persistirão no comportamento da sociedade. Diante disso, Alika chegará a uma conclusão amarga ao relacionar sua cor de pele à proposta recebida.
Colaborou Laís Seguin
