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Quem passa pelo local hoje mal consegue imaginar que ali existia apenas um campo de futebol vazio. O espaço no Rio de Janeiro foi completamente transformado para dar vida à nova produção sobre a lendária Dona Beja, uma das figuras mais controversas e fascinantes da história brasileira.
A cidade cenográfica simplesmente nasceu do zero. São 2.800 metros de área construída, erguidos ao longo de cinco meses de trabalho intenso que mobilizaram uma verdadeira operação de guerra nos bastidores. O objetivo era ambicioso: recriar Araxá no século XIX com o máximo de fidelidade possível.
E conseguiram.
O cenário mergulha o espectador em uma atmosfera colonial detalhista, com ruas de terra, casarões, igrejas e comércios que reproduzem a arquitetura típica do interior mineiro da época. Cada fachada foi pensada a partir de pesquisas históricas profundas sobre o Brasil colonial — desde o tipo de madeira usado nas construções até o estilo das janelas e varandas.
Por trás dessa façanha está a direção de arte de Eliane Heringer, conhecida nos bastidores da televisão por seu perfeccionismo quase obsessivo. A equipe vasculhou documentos históricos, gravuras antigas e relatos sobre Araxá para garantir que a ambientação fosse o mais fiel possível.
Mas as curiosidades não param por aí.
Nos bastidores, comenta-se que diversos objetos usados no cenário foram envelhecidos manualmente para parecerem realmente do século XIX. Portas foram lixadas, paredes ganharam camadas de pintura desgastada e móveis receberam técnicas especiais para simular décadas de uso.
Outra surpresa é que algumas construções não são apenas fachada, como costuma acontecer em produções televisivas. Parte dos prédios foi construída com interiores completos, permitindo gravações mais imersivas e movimentação livre das câmeras.

A superprodução é assinada pela Floresta, que decidiu apostar alto na recriação histórica para transformar a trama em um espetáculo visual.
E tudo isso para contar novamente a história de Dona Beja, personagem que atravessou séculos cercada de lendas. Nascida como Ana Jacinta de São José, ela virou símbolo de poder, sedução e escândalo no interior de Minas Gerais, acumulando amantes influentes e desafiando os costumes rígidos de sua época.
Com uma cidade cenográfica monumental e uma produção digna de cinema, a nova versão não apenas revisita o mito — mas também mostra que, quando o assunto é Dona Beja, drama, luxo e polêmica nunca faltam.
Dona Beja está disponível no HBO Max e é exibida pela Band às quintas e sextas-feiras a partir das 23h
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