A cena é cruel e calculada. Dita, vivida por Jeniffer Nascimento, é levada para a delegacia acusada por Zulma de sequestrar Samir, após ser flagrada com o menino no Rio. A dona do orfanato se antecipa ao julgamento público e celebra antes da hora, como se a narrativa já estivesse decidida.
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O golpe mais duro vem na sequência. Candinho descobre que o pedido de habeas corpus foi negado e que Dita não aguardará o julgamento em liberdade, informação entregue por Araújo como quem lê uma sentença. O herói ingênuo, que sempre acreditou na justiça, vê o chão desaparecer sob os pés.
Ao lado dele, Asdrúbal aponta que a única saída é provar que Samir e Júnior são a mesma criança, desmontando a adoção de Zulma. Sem isso, a defesa perde força. A novela faz do documento jurídico um personagem silencioso, mas devastador.
Resta uma alternativa frágil. A libertação de Dita depende de Zulma voltar atrás na denúncia, algo que o próprio Candinho admite ser improvável. A vilã joga com a lei como se fosse extensão de sua vaidade, enquanto Dita paga o preço de um enredo que mistura afeto, poder e manipulação.
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